Na sexta-feira, 5 de junho de 2026, a NASA ordenou aos astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) que vestissem os fatos espaciais e se abrigassem nas suas naves de evacuação após uma fuga de ar se ter agravado. A ISS está… no fim de vida e perigosa!

Imagem Estação Espacial Internacional

Depois de serem tomadas pedidas para salvaguardar a vida dos astronautas que vivem na ISS, algumas horas depois, receberam autorização para sair do abrigo. Ainda assim, permanece a dúvida: poderá uma evacuação da ISS continuar a ser uma possibilidade?

NASA ordenou preparação para evacuação

Às 14h04 da sexta passada (hora de Lisboa), a NASA ordenou aos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) que colocassem os seus fatos espaciais, procurassem abrigo e se preparassem para uma eventual evacuação.

A instrução surgiu enquanto membros russos da tripulação tentavam reparar uma fuga de ar que se estava a agravar no segmento russo da estação.

Menos de duas horas depois, o Centro de Controlo da Missão informou que os astronautas que se encontravam abrigados, dois astronautas norte-americanos, um astronauta francês e um cosmonauta russo, podiam abandonar o “porto seguro” da nave Crew Dragon.

Segundo a NASA, a tentativa de reparação foi suspensa para permitir a análise de novas medições e dados recolhidos.

Estação Espacial Internacional: fuga conhecida desde 2019

A fuga localiza-se num módulo de túnel de transferência do lado russo da ISS, conhecido como PrK. O problema é conhecido desde 2019 e, desde então, a NASA e a agência espacial russa Roscosmos têm debatido as causas e as possíveis soluções.

De acordo com informações divulgadas numa reunião realizada no final de 2024, responsáveis da NASA alertaram que a fuga poderia conduzir a uma “falha catastrófica”.

O PrK é um pequeno túnel de transferência ligado ao módulo russo Zvezda, utilizado para a passagem de tripulantes e equipamento entre diferentes secções da ISS, sendo também a zona onde tem sido monitorizada uma persistente fuga de ar desde 2019.

Situação agravou-se esta semana

Bethany Stevens, porta-voz da NASA, escreveu hoje na rede social X:

As fissuras sempre foram uma preocupação que a NASA acompanha muito de perto. Um alto responsável da NASA, que falou sob condição de anonimato à Reuters, revelou que as fugas pioraram na segunda-feira, passando de uma perda de cerca de meio quilo de ar por dia para aproximadamente um quilo por dia.

Foi precisamente este agravamento que levou à nova tentativa de reparação e à adoção de medidas preventivas de evacuação.

Stevens acrescentou:

Após a deteção de novas fugas, a Roscosmos decidiu avançar com uma operação de reparação mais extensa na sexta-feira, 5 de junho. Por uma questão de máxima precaução, a NASA orientou os quatro membros da missão SpaceX Crew-12 da agência e o astronauta da NASA Chris Williams a assumirem uma postura de segurança reforçada a bordo da nave Dragon enquanto os trabalhos decorriam.

Reparação foi suspensa

No entanto, poucas horas depois, a operação foi interrompida. Numa publicação posterior, Bethany Stevens explicou:

A Roscosmos suspendeu os trabalhos de reparação estrutural realizados esta sexta-feira no túnel de transferência do módulo de serviço Zvezda, conhecido como PrK, enquanto são avaliadas mais medições e dados. Face a esta evolução, a NASA instruiu os membros da tripulação que se encontravam na nave Dragon a terminar os procedimentos de abrigo e a regressar às operações normais a bordo da Estação Espacial Internacional. Esperamos continuar a trabalhar com a Roscosmos numa abordagem colaborativa para resolver estas fugas.

A ameaça continua sob vigilância

Embora a situação tenha regressado temporariamente à normalidade, o incidente demonstra que a fuga de ar no módulo PrK continua a preocupar as agências espaciais envolvidas no programa da ISS.

Para já, não foi ordenada qualquer evacuação, mas o agravamento das perdas de ar obrigou a NASA e a Roscosmos a adotar medidas de segurança extraordinárias enquanto procuram uma solução definitiva para um problema que já se arrasta há vários anos.