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A explosão matou o coronel Damir Davydov, que chefiava a direção de fornecimentos de munições de artilharia e mísseis das Forças Armadas da Rússia.
Um alto oficial militar russo foi morto num atentado com um carro armadilhado perto de Moscovo, no que parece ser o mais recente de uma série de ataques dirigidos contra figuras ligadas ao esforço de guerra da Rússia na Ucrânia.
Segundo relatos dos meios de comunicação russos, o coronel Damir Davydov, de 57 anos, morreu depois de um engenho explosivo plantado sob o seu BMW ter detonado na madrugada de terça-feira na cidade de Balashikha, a leste da capital russa. A explosão terá ocorrido por volta das 5h30, enquanto Davydov conduzia perto de sua casa, escreve o The Guardian.
Davydov chefiava a direção de fornecimentos de munições de artilharia e mísseis das Forças Armadas da Rússia, um cargo logístico fundamental responsável pela supervisão da distribuição de munições e armas às forças armadas. O seu papel colocava-o no centro da cadeia de abastecimento militar da Rússia durante o conflito em curso na Ucrânia.
Imagens de câmaras de segurança divulgadas pelos meios de comunicação pró-Kremlin parecem mostrar o veículo a explodir em chamas antes de colidir com um carro estacionado. Testemunhas acorreram ao local e tentaram resgatar o condutor dos destroços. Segundo relatos, Davydov ainda estava vivo quando foi retirado do veículo, mas posteriormente não resistiu aos ferimentos e faleceu.
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Russian authorities are searching for a suspect in the car bombing in Balashikha, Moscow Oblast.
According to reports, an explosive device equivalent to 300–400 grams of TNT had been placed beneath the driver’s seat. The explosion occurred shortly after the man got into the… https://t.co/YuUkcYczkO pic.twitter.com/dZ8aE7W6HD
— Special Kherson Cat 🐈🇺🇦 (@bayraktar_1love) June 9, 2026
Uma testemunha que prestou auxílio no local relatou ao veículo independente Astra que o coronel sofreu queimaduras graves. “Todas as suas roupas estavam em chamas”, disse a testemunha, acrescentando que foi imediatamente evidente que as suas hipóteses de sobrevivência eram mínimas.
Nem as autoridades russas nem as ucranianas se pronunciaram oficialmente sobre o incidente. No entanto, o ataque já provocou fortes reações em Moscovo. Sem acusar Kiev diretamente, o general reformado e parlamentar russo Vladimir Shamanov condenou o atentado, descrevendo-o como um “ultraje” e exigindo uma resposta.
O assassinato irá provavelmente aumentar a pressão sobre os serviços de segurança russos, que têm enfrentado um crescente escrutínio quanto à sua capacidade de proteger figuras políticas e militares de alto nível. O atentado ocorreu apesar das medidas de segurança reforçadas implementadas após uma série de ataques de grande impacto desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
O incidente também possui um significado simbólico, pois aconteceu a menos de um quilómetro do local onde Yaroslav Moskalik, vice-chefe da Direção de Operações das Forças Armadas Russas, foi morto num atentado semelhante com um carro armadilhado há pouco mais de um ano.
Desde o início da guerra que as agências de informação ucranianas têm sido associadas a diversas operações contra oficiais militares russos e autoridades apoiadas por Moscovo em territórios ocupados. Embora pouco se saiba publicamente sobre as redes clandestinas que se acredita operarem dentro da Rússia, os analistas afirmam que tais ataques demonstram a capacidade de Kiev para atacar muito para além das linhas da frente.