— Desde criança, somos ensinadas a ver a maternidade e o casamento como planos únicos de vida de uma mulher, a única forma de se realizar. É exatamente o que a Bruna aprendeu. Penso sobre isso desde nova. Na maior parte da vida adulta, quando comecei a entender o feminismo, a ler e a me entender como mulher, senti pavor. Constatei que não queria ser mãe de forma alguma, que era algo que enfiaram na minha cabeça. Com o tempo, tive outras perspectivas e conheci outras histórias. É um amadurecimento, uma transformação constante. Não tenho uma resposta definitiva, mas sigo me questionando.