Quase dois anos depois da estreia de “Ainda estou aqui” no Festival de Veneza, Fernanda Torres continua colhendo frutos do filme de Walter Salles e se emocionando com a reação dos espectadores. A última a tecer louros para o longa, vencedor do Oscar de melhor filme internacional em 2025, foi ninguém mais ninguém menos que Jennifer Lopez, que disse num podcast que o viu quando “estava passando por um divórcio e pensando muito nos meus filhos”. Assisti-lo com a família na época de Natal, “curou uma parte de mim que precisava ser curada”.

“Nossa. Isso é tão, tão emocionante”, disse Fernanda, quando viu o trecho nas redes sociais, mostrado a ela por um repórter da Variety na Itália, durante o Taormina Film Festival, onde ela recebe o prêmio de honra. “Essa reação diz muito sobre a obra de Walter. Este é um filme político, mas é sobre família. É uma história sobre uma mãe, sozinha com cinco filhos para criar. É uma tragédia grega que transcende qualquer posicionamento político, qualquer ideologia. Qualquer pessoa, independentemente de sua origem, pode compreender a ideia fundamental de família. É uma sensibilidade característica da obra de Walter. É uma questão humana.”

A brasileira falou ainda da importância do longa, que conta a história real de Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, morto pela ditadura militar.

“Trabalhamos a vida inteira para ter um filme como este. Walter não fazia um filme há 10 anos, então estou muito feliz por ele ter retornado ao cinema com Eunice , um filme que trouxe uma projeção tão poderosa da história dessa mulher incrível. É um filme muito especial porque uniu um Brasil dividido em torno dos direitos humanos e da justiça. É um filme raro.”