O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou este domingo Israel pelo novo ataque a um bairro nos arredores da capital libanesa, temendo que possa pôr em risco a assinatura do memorando com o Irão para alcançar um cessar-fogo permanente.


“Não deveria ter acontecido”, escreveu o chefe da Casa Branca numa mensagem na sua rede social Truth Social, reafirmando que um acordo com Teerão está “próximo”.


“O ataque desta manhã a Beirute não deveria ter acontecido, especialmente num dia tão especial, em que estamos tão perto de um acordo de paz com o Irão”, lê-se na mensagem de Trump.



Num tom crítico, Donald Trump – que celebra 80 anos este domingo – acrescentou que “não deveriam ter ocorrido mais ataques de Israel no Líbano”.


A última vez que Israel atacou os subúrbios de Beirute – há uma semana – desencadeou a escalada mais grave entre o Irão e Israel desde que o frágil cessar-fogo entrou em vigor a 7 de abril.


Trump, que havia afirmado que o acordo poderia ser assinado domingo, pressionou o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu para que suspendesse os ataques intensivos ao Líbano enquanto as negociações estão numa fase decisiva. Netanyahu ignorou o apelo.


Após esta publicação, o Presidente norte-americano insistiu, em declarações ao portal de notícias Axio, que a assinatura do memorando de entendimento apenas “se atrasou umas horas” e seria rubricado neste domingo. Mas foi mais duro com o chefe do Governo de Telavive que acusou de “falta de bom senso” e que estava “furioso” com a decisão do primeiro-ministro israelita. 


O gabinete do primeiro-ministro israelita justificou os ataques como resposta ao Hezbollah que dispararam, segundo Telavive três projéteis contra o norte de Israel.


“Israel não tolerará disparos sobre o seu território”, afirmaram Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, num comunicado conjunto. O exército israelita adiantou posteriormente estar a preparar-se para eventuais ataques nas horas seguintes.


O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou este sábado que o acordo seria assinado este fim de semana, enquanto o porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei, admitiu que tal poderia acontecer “nos próximos dias”. Trump garantiu que o estreito de Ormuz seria reaberto imediatamente após a assinatura.


Notícia atualizada às 16:25