Pouco antes do anúncio do acordo entre o Irão e os Estados Unidos, Teerão terá adicionado uma cláusula sobre a aplicação de taxas de navegação no estreito de Ormuz, avançou esta segunda-feira (15 de junho), a agência de notícias iraniana Fars, citada pela AFP.
“Nos momentos finais das negociações, o texto do memorando de entendimento foi alterado para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania iraniano-omanita sobre o Estreito de Ormuz”, referiu a agência de notícias, que cita uma fonte, não identificada, conhecedora do processo.
Na notícia, revelada um dia após o anúncio de acordo entre os dois países, é ainda referido que “a utilização da expressão ‘serviços marítimos'” no documento quer dizer que os EUA “aceitaram que sejam pagas taxas ao Irão”.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, já veio, entretanto, afirmar que não espera a aplicação de taxas no estreito de Ormuz a longo prazo.
“A nossa expectativa é que o estreito seja aberto sem portagens a longo prazo, e é isso que vamos definir nas negociações técnicas”, disse JD Vance, em entrevista à CNBC, dando conta que o tráfego de navios através desta importante rota marítima já aumentou nas últimas 24 horas.
O presidente norte-americano, Donald Trump, já garantiu que “os navios estão a começar a sair do estreito de Ormuz, muitos deles carregados de petróleo”.
As embarcações “estão a seguir pela ‘autoestrada’ do Sul, que é totalmente segura. Existem outras rotas de navegação também”, escreveu Trump na Truth Social.