O sindicato STOP anunciou esta segunda-feira a convocação de uma greve nacional da educação para quinta-feira, dia da discussão parlamentar da reforma laboral do Governo que considera ser “um retrocesso demasiado grave”.
O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), que emitiu esta segunda-feira um comunicado, decidiu convocar a greve em plenário de sócios na passada quarta-feira e vai associar-se à concentração marcada pela CGTP-IN para quinta-feira em frente à Assembleia da República.
A greve não abrange as reuniões de avaliação final nem o exame final nacional de Biologia e Geologia.
O novo pacote laboral, contestado por sindicatos, já motivou duas greves gerais, uma em 11 de dezembro, que uniu CGTP-IN e UGT, e outra, a mais recente, em 3 de junho, convocada apenas pela CGTP.
Entre as alterações legislativas mais contestadas estão o alargamento dos contratos a prazo, as novas regras de acesso à dispensa para amamentação, a reintrodução do banco de horas individual e a não reintegração de trabalhadores despedidos de forma ilícita.
Sem acordo na concertação social, o diploma do Governo seguiu para o parlamento, onde vai ser debatido na quinta-feira.