As principais candidatas à vacina contra o ébola bundibugyo, desenvolvidas pela Universidade de Oxford e pela Moderna (MRNA.O), contra o vírus mortal que se tem propagado pelo leste da República Democrática do Congo (RDC), poderão entrar em ensaios clínicos de fase 1 já em Julho.

A informação foi avançada nesta terça-feira (16) pelo director da Coligação para as Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), Richard Hatchett, que revelou ser possível a realização de ensaios das vacinas no terreno dentro de alguns meses, informou a Reuters.

Ainda na terça-feira, o director das operações da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), Bruno Michon, afirmou que a epidemia do vírus ébola na RDC pode durar um ano e o seu pico ainda não foi atingido.

“Tememos que esta epidemia dure ainda um ano antes de terminar”, declarou o dirigente.

Por outro lado, um mês após a declaração da epidemia de ébola na República Democrática do Congo, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta para lacunas na vigilância, diagnóstico, rastreio de contactos e envolvimento comunitário, defendendo uma resposta proporcional ao acontecimento.

“Ninguém sabe a verdadeira dimensão, ou exactamente onde, a doença se está a espalhar na RDC. O que sabemos é que a maioria dos centros de tratamento na província de Ituri está sobrecarregada; muitos dos nossos doentes chegam numa fase avançada da doença e a maioria nunca foi identificada ou monitorizada como contacto antes de procurar cuidados”, afirmou.

O vírus ébola transmite-se por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.