Animal foi localizado em 11 de junho por uma equipe da Vigilância Ambiental em Saúde, em frente a uma unidade de saúde da localidade.Wilson Hoffmeister Junior / SEAPI
A Secretaria Municipal da Saúde de Rio Grande confirmou a presença do vírus da raiva em um morcego encontrado morto na Ilha da Torotama. O caso é o primeiro registro positivo da doença no município em 2026 e mobilizou uma série de ações de monitoramento e prevenção na região.
O animal foi localizado em 11 de junho por uma equipe da Vigilância Ambiental em Saúde, em frente a uma unidade de saúde da localidade. O material foi encaminhado para análise e o resultado positivo foi confirmado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-RS) em 18 de junho.
Segundo a superintendente da Vigilância em Saúde, Michele Meneses, outros 14 morcegos já haviam sido encaminhados para análise neste ano, mas todos apresentaram resultado negativo para a doença.
— Neste ano, é o primeiro caso. O último morcego positivo havia sido identificado em 2023, na divisa dos bairros Castelo Branco e Santa Rosa — explica.
Após a confirmação, a Vigilância Ambiental iniciou os protocolos previstos pelo Ministério da Saúde para investigação e controle da doença. Entre as medidas adotadas estão a intensificação da vigilância epidemiológica na Torotama, ações educativas em escolas e unidades de saúde da região e o repasse de orientações técnicas a médicos-veterinários do município.
Atenção a morcegos com comportamento fora do padrão
Embora o caso não represente um surto, a Vigilância alerta para a possibilidade de outros morcegos estarem infectados, já que esses animais costumam viver em colônias.
A principal orientação é evitar qualquer contato direto com morcegos, vivos ou mortos.
— É importante que a população saiba diferenciar quando existe risco. Os morcegos são animais noturnos. Quando são encontrados voando durante o dia, caídos no chão ou apresentando comportamento diferente do habitual, pode haver suspeita de doença — afirma Michele.
Nessas situações, a recomendação é não tocar no animal e impedir que cães e gatos se aproximem. A orientação é acionar a Vigilância Ambiental pelo WhatsApp (53) 3233-7289, para que o recolhimento seja realizado por equipes capacitadas.
A Secretaria da Saúde também orienta que não sejam utilizadas substâncias químicas nem realizadas intervenções em colônias de morcegos.
Sintomas da doença em animais domésticos
A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso central dos mamíferos e pode ser transmitida aos seres humanos.
Nos cães e gatos, os principais sinais incluem alterações neurológicas, dificuldade de coordenação motora, paralisia progressiva, sensibilidade à luz, mudanças na vocalização e dificuldade para se alimentar ou ingerir água.
— O animal também pode apresentar comportamento agressivo, mas é importante não confundir isso com casos de agressividade que já existiam anteriormente. Sempre é necessária a avaliação de um profissional para descartar outras doenças — destaca a superintendente.
A Secretaria reforça a importância de manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia, considerada a principal forma de prevenção contra a doença. Além disso, qualquer situação envolvendo morcegos deve ser comunicada às autoridades sanitárias para investigação.
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