Achraf Hakimi vai a julgamento no Tribunal de Recurso de Versalhes, em França, por uma acusação de violação que remonta a 2023.

O internacional marroquino, que neste momento está ao serviço da sua seleção no Mundial de 2026, foi informado de que o recurso apresentado pela sua defesa foi recusado.

Em 2023, uma mulher dirigiu-se à esquadra de Nogent-sur-Marne, nos arredores de Paris, alegando ter sido violada, apesar de não ter sido na altura apresentada queixa formal. A mulher afirmou ter recebido um convite do jogador do PSG, através das redes sociais, para ir a sua casa. De acordo com a denunciante, o defesa de 27 anos terá beijado a jovem, antes de seguir para as relações sexuais sem consentimento.

Hakimi pediu ao Tribunal de Versalhes para arquivar o caso, mas os juízes entenderam que existem elementos suficientes para avançar para julgamento.

«A justiça olhou-me nos olhos e disse: ‘Se não fosses famoso, nunca haveria caso’. Escolhi calar-me por anos. Pensei que permanecer digno, ser paciente e confiar na justiça permitiria que as decisões corretas fossem tomadas. Hoje, uma história que não é a minha é contada em detrimento da minha família, da minha vida e, acima de tudo, da verdade. Às vezes, tenho a sensação de ter me tonado um alvo fácil», reagiu nesta sexta-feira Hakimi.

O colega de clube dos portugueses João Neves, Nuno Mendes, Vitinha e Gonçalo Ramos nega as acusações, alegando que sempre existiu consentimento, e aguarda o julgamento impacientemente.

«Espero por este julgamento desde o primeiro dia. E agora espero-o com impaciência. Finalmente, poderei falar», acrescentou o bicampeão europeu pelo PSG.

Achraf Hakimi e Marrocos mantêm o foco no Campeonato do Mundo e jogam esta sexta-feira diante da Escócia.