Demolidor abriu a porta, agora vem a nostalgia
20/06/2026
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A Marvel passou anos fingindo que a era Netflix estava ali meio no canto da sala, tomando café frio e esperando alguém lembrar dela. Só que isso mudou. Com Demolidor, Justiceiro, Jessica Jones e Luke Cage voltando ao centro da conversa, o lado urbano do MCU parece mais vivo do que nunca. As séries da antiga parceria Marvel/Netflix também entraram na linha do tempo do MCU no Disney+, o que deixou esse retorno ainda menos com cara de fanfic coletiva.
A segunda temporada de Demolidor: Renascido colocou Jessica Jones de volta no jogo e ainda trouxe Luke Cage para uma reunião cheia de gosto de “isso aqui vai dar em alguma coisa”. A terceira temporada já está em produção e set photos apontaram Mike Colter e Finn Jones juntos novamente como Luke Cage e Danny Rand.
Então vista a jaqueta de couro, evite becos suspeitos de Hell’s Kitchen e venha ver 8 personagens da fase Netflix que o MCU poderia trazer de volta em breve.
Colleen Wing
Colleen Wing é um daqueles casos em que a série acabou exatamente quando a personagem parecia pronta para ficar muito mais interessante. No fim de Punho de Ferro, ela assumiu o poder do Punho de Ferro e deixou Danny Rand em uma posição bem diferente da clássica.
Isso cria uma questão que o MCU não deveria ignorar. Se Danny está voltando ao radar, Colleen também precisa aparecer. Afinal, ela não era apenas coadjuvante romântica ou parceira de luta. Ela terminou a história carregando um manto importante, e deixar isso esquecido seria um desperdício daqueles que fazem fã respirar fundo antes de abrir o Twitter.
Além disso, Jessica Henwick sempre teve presença forte no papel. Colleen misturava disciplina, carisma e habilidade em combate de um jeito que frequentemente roubava a cena de Punho de Ferro. Em uma Marvel mais urbana, com gangues, ninjas e vigilantes voltando para Nova York, ela cabe como luva.
Misty Knight
Misty Knight foi uma das melhores coisas de Luke Cage. Inteligente, teimosa, durona e com um senso de justiça que nunca dependia de superforça, ela funcionava porque parecia uma personagem viva dentro daquele Harlem cheio de política, crime e disputa de poder.
Depois, a série ainda trouxe seu braço biônico, elemento clássico dos quadrinhos. Ou seja, o caminho estava aberto para Misty crescer muito mais, especialmente ao lado de Colleen Wing. As duas formam as Filhas do Dragão nas HQs, uma dupla que o MCU poderia usar muito bem agora que está reconstruindo esse canto mais pé no chão da Marvel.
Com Luke Cage de volta e a Nova York dos vigilantes pegando fogo, Misty é quase uma convocação óbvia. Ela pode entrar como investigadora, aliada, heroína de rua ou até como ponte entre polícia, comunidade e superseres. Basicamente, alguém precisa ser a adulta na sala (e, sinceramente, boa sorte para ela).
Claire Temple
Claire Temple era a pessoa que conectava o universo Marvel da Netflix na base do curativo, do cansaço e da coragem.
Vivida por Rosario Dawson, Claire passou por Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro e Os Defensores. Ela era a enfermeira que remendava vigilantes quebrados, mas também servia como o olhar humano em histórias cheias de pancadaria, trauma e conspiração. Quando todo mundo parecia disposto a resolver problema no soco, Claire era quem lembrava que alguém ia precisar pagar a conta do hospital.
O retorno dela faria sentido porque esse universo precisa de gente comum para não virar só reunião de uniforme escuro. Claire trazia humanidade, humor seco e aquela energia de pessoa que já viu coisa demais para se impressionar com ninja no corredor.
Trish Walker
Trish Walker terminou Jessica Jones em uma situação complicada. Depois de uma jornada cada vez mais sombria, a antiga irmã adotiva de Jessica virou uma vigilante instável, ultrapassou limites perigosos e acabou presa na Balsa.
Isso é ouro narrativo. Trish não precisa voltar como heroína tradicional, nem como vilã simples. Ela pode surgir como alguém quebrada, ressentida, tentando justificar tudo que fez em nome de uma “justiça” que só existia na cabeça dela.
E com Jessica Jones de volta, essa ferida fica ainda mais difícil de ignorar. A relação das duas sempre foi uma mistura de amor, culpa, dependência e desastre emocional. Reabrir essa porta no MCU poderia render um drama urbano bem mais interessante do que só colocar mais um capanga do Rei do Crime para apanhar em beco molhado.
Turk Barrett
Turk Barrett não é o personagem mais poderoso, mais importante ou mais elegante desse universo. E é exatamente por isso que ele faz falta.
O sujeito aparecia em vários cantos da fase Netflix como aquele criminoso pequeno, esperto até onde dava, sempre tentando ganhar dinheiro com algum esquema errado e sempre caindo na rota de gente muito mais perigosa do que ele. Era quase o NPC recorrente de Hell’s Kitchen, só que com mais carisma.
Trazer Turk de volta seria uma forma divertida de mostrar que o submundo de Nova York continua funcionando entre uma crise e outra. Nem todo retorno precisa vir com trilha épica e entrada em câmera lenta. Às vezes, basta um personagem olhando para o Demolidor e pensando: “de novo esse cara?”.
Elektra, porque morte nunca segurou essa mulher por muito tempo
Elektra já morreu, voltou, foi manipulada pela Mão, virou arma, virou trauma ambulante para Matt Murdock e terminou Os Defensores em um daqueles destinos “morreu, mas será?” que quadrinhos adoram deixar no ar.
O retorno dela faria muito sentido agora que a Marvel voltou a explorar o lado urbano, místico e criminoso de Nova York. A Mão também foi citada em materiais recentes ligados ao futuro do MCU, inclusive em discussões sobre Homem-Aranha: Um Novo Dia, o que torna a presença de Elektra ainda mais tentadora. O novo trailer do filme mostra Peter enfrentando a organização ninja ligada ao universo dos Defensores.
Elektra não precisa voltar apenas como par romântico trágico do Demolidor. Ela funciona melhor quando é ameaça, aliada, problema e tentação moral ao mesmo tempo. Em outras palavras, exatamente o tipo de caos que Matt sempre jura que vai evitar antes de correr direto para ele.
Madame Gao
Madame Gao era pequena no tamanho e gigante na presença. Bastava ela entrar em cena para o ambiente mudar. Sem gritar, sem precisar de discurso enorme, ela passava a impressão de que sabia mais sobre o submundo da Marvel do que quase qualquer pessoa na sala.
A personagem ficou muito ligada à Mão, ao crime organizado e aos elementos mais místicos da fase Netflix. Mesmo depois de Os Defensores, seu retorno não seria tão difícil de justificar. Estamos falando de uma vilã conectada a forças antigas, organizações secretas e histórias onde “morte definitiva” costuma ser uma sugestão, não uma regra.
Além disso, o MCU urbano precisa de vilões que não sejam apenas variações do Rei do Crime. Gao poderia voltar como sombra por trás de novas operações, mentora de algum inimigo ou peça sobrevivente de uma guerra antiga que Nova York achava ter enterrado.
Malcolm Ducasse
Malcolm Ducasse começou Jessica Jones no fundo do poço, manipulado por Kilgrave e usado como peça em um jogo cruel contra a protagonista. Só que, com o tempo, ele virou uma das figuras mais interessantes da série: alguém tentando reconstruir a própria vida enquanto aprendia, do jeito mais difícil possível, como funciona o submundo de Nova York.
O grande motivo para trazer Malcolm de volta é simples: ele cresceu. De vizinho quebrado a investigador particular, ele passou a trabalhar perto do tipo de caso que envolve vigilantes, criminosos poderosos e vítimas que ninguém mais escuta. Em uma fase mais urbana do MCU, com Jessica Jones de volta ao radar, Malcolm poderia funcionar como ponte entre investigações de rua e problemas maiores.
E o melhor é que ele não precisa voltar com uniforme, codinome ou poder novo. Malcolm funciona justamente por ser humano demais. Ele é esperto, falho, cansado e conhece os estragos que heróis e vilões deixam para trás. Em um universo cheio de gente quebrando parede, ter alguém juntando pistas no silêncio pode ser exatamente o tipo de retorno que faria diferença.
Demolidor abriu a porta, Jessica Jones e Luke Cage já passaram por ela, e agora falta ver quem mais vai aparecer no beco, no tribunal, no bar ou no telhado mais próximo.