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O tratamento cirúrgico do câncer de próstata — a neoplasia sólida mais frequente na população masculina nacional — alcançou novos patamares de segurança com a consolidação das plataformas robóticas em centros de saúde como Curitiba, Londrina e Maringá.
A tecnologia reduz a patamares residuais os riscos de impotência sexual e incontinência urinária após a retirada do órgão.
O avanço da medicina robótica foi o tema de encerramento do médico urologista Dr. Pedro Menechini no podcast Ponto a Ponto, veiculado pelo portal Maringá Post. Em entrevista ao jornalista Ronaldo Nezo, o especialista detalhou a precisão milimétrica permitida pelos braços mecânicos acoplados ao paciente.
“A cirurgia robótica acho que é o maior expoente, o melhor tratamento disponível para o câncer de próstata, nos mais diversos graus. […] A gente acopla braços robóticos, que vão ser acoplados dentro do paciente e eles executam movimentos muito finos, muito parecidos com a mão humana, e permite que nós façamos uma cirurgia com uma dissecção muito precisa, ou seja, ressecar, retirar aquele órgão ali que é a próstata e as suas vizinhanças”, explica Menechini.
A agressividade da intervenção depende diretamente do estágio em que a doença é descoberta. O rastreamento precoce e obrigatório envolve a associação do toque retal ao exame de PSA, indicado a partir dos 50 anos para a população geral, ou aos 45 anos para homens negros, obesos ou com histórico familiar de primeiro grau.
“O objetivo do urologista, do oncologista, é sempre fazer esse diagnóstico o quanto antes, que é quando o homem tem mais chances de cura, cura completa da doença. E se a gente pega num baixo risco, num estágio inicial, mais de 95% de chance de cura. Então é uma doença muito tratável. E, hoje em dia, a gente tem uma tecnologia muito interessante que é a cirurgia robótica. A cirurgia robótica proporciona muito mais segurança e minimiza os efeitos colaterais do tratamento”, conclui o médico.
O episódio especial do podcast Ponto a Ponto foi gravado nas instalações da VMark Estúdio e o debate completo está disponível no canal do YouTube do Maringá Post.