Preços do petróleo já sobem
Os preços do petróleo seguem em alta na abertura de segunda-feira, impulsionados pelas fricções nas negociações do acordo de paz permanente entre os Estados Unidos e o Irão.
O Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, soma 1,24% para 81,58 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os Estados Unidos avança 1,41% para 78,42 dólares por barril.
Recorde-se que o Irão declarou que estava a condicionar de novo o estreito de Ormuz devido aos ataques contínuos de Israel no Líbano. O Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu com declarações à Fox News e publicações na sua rede Truth Social, levando a que os iranianos interrompessem as conversações iniciadas neste domingo na Suíça com os EUA, que contam com a mediação do Paquistão e do Catar.
Trump advertiu os negociadores iranianos na Suíça de que não teria qualquer problema em aniquilar o seu país se as conversações não derem frutos ou se Teerão decidir manter o bloqueio do estreito de Ormuz que anunciou em retaliação à ofensiva israelita no Líbano.
“Eu disse-lhes que se fecharem o estreito, ficarão sem país. Nem sequer poderão regressar ao seu maldito país”, afirmou o Presidente norte-americano à Fox News num momento crucial como era o início da cimeira diplomática de Bürgenstock.
Além disso, Trump voltou a insistir na sua ameaça de que os Estados Unidos poderiam perfeitamente tomar o estreito de Ormuz pela força e até agir como “cobradores de portagem”, tal como o Irão fez durante o conflito.
O Presidente dos EUA afirmou mesmo que poderá tornar-se o “anjo da guarda do estreito e ficar com 20% do petróleo”.
Trump atribuiu ao Irão a culpa pelo recrudescimento da violência no Líbano, um fator que poderá fazer descarrilar as negociações. Nos últimos dias, Ttrump afastou-se das críticas a Israel dos últimos dias e apontou diretamente a Teerão e à sua relação estratégica com as milícias xiitas do Hezbollah.
“O Irão deve travar imediatamente os seus representantes bem pagos no Líbano para que deixem de causar problemas. Se não o fizerem, vamos atingir o Irão com muita força outra vez, tal como fizemos na semana passada, mas com mais força”, advertiu o chefe da Casa Branca.
Perante isto, a delegação iraniana que está na Suíça abandonou a sala em protesto.