O preço do combustível de aviação tem vindo a cair desde que atingiu o seu pico, a 2 de abril, já após o estalar da guerra no Médio Oriente. Desde então que tem vindo a flutuar, com a prevalência de descidas. Agora, com o verão a arrancar e o estreito de Ormuz reaberto, o preço médio do barril está abaixo dos 120 dólares.
Os dados elaborados pelo S&P Global Energy, e citados pela IATA, mostram que barril de jet fuel estava a ser negociado nos 119,17 dólares na semana passada, que terminou a 19 de junho. Trata-se de uma quebra de 14,2% quando comparado com a semana anterior, quando o combustível de aviação estava a ser vendido a 138,86 dólares, e um recuo de 24,7% face ao mês anterior. Contudo, os preços do barril de jet fuel ainda estavam a marcar um aumento de 32,4% quando comparado com os valores negociados no ano anterior.
119,17JET FUEL
O barril de jet fuel estava a ser negociado nos 119,17 dólares na semana que terminou a 19 de junho.
Na Europa, o valor do barril situou-se nos 120,55 dólares, de acordo com os dados divulgados esta segunda-feira. Uma descida de 14,1% em relação à semana anterior e um decréscimo de 25,6% quando comparado com a mesma semana do mês precedente. Ainda assim, os preços da semana que terminou ficaram 32,4% acima daqueles registados no período homólogo.
Este é também o valor mais baixo que o barril de jet fuel já atingiu desde o início da guerra no Médio Oriente, inclusivamente desde o fecho do estreito de Ormuz, que impediu a passagem de centenas de petroleiros para transportar este combustível para o setor da aviação.
Em linha com a Europa está a América do Norte, com o preço do barril de jet fuel nos 120,32 dólares. Este valor significa um recuo de 12,4% em relação à semana anterior e de 23,4% face a maio. Já o Médio Oriente tem o preço mais baixo, na ordem dos 110,82 dólares, ainda assim um recuo de 17,4% na semana em que se assistiu ao acordo entre os Estados Unidos da América e o Irão para a reabertura do estreito de Ormuz.
O preço mais elevado continua a verificar-se na América Latina e Caraíbas, com o barril do jet fuel a situar-se nos 125,94 dólares, seguido de África, cujo preço por barril se fixou nos 123,58 dólares. É também nestas regiões do globo que o valor está mais de 35% acima do valor que registava no ano passado.
De recordar que o preço do jet fuel disparou em março de 2026 após o início do conflito que impactou vários países no Médio Oriente, um dos maiores produtores de petróleo. No espaço de um mês, foram várias as regiões que viram o preço do jet fuel mais do que duplicar, com exceção das Américas, com o índice geral a registar um custo de 197 dólares. Aliás, o barril de jet fuel na Europa chegou mesmo a superar os 214 dólares.
Desde que o preço do jet fuel começou a subir, foram várias as companhias aéreas que afirmaram que a fatura iria subir vertiginosamente, admitindo passar parte dos custos para os viajantes, encarecendo o preço das viagens. A companhia portuguesa TAP, inclusivamente, reforçou a sua política de “hedging” por duas vezes: primeiro para 40% e mais recentemente para 47%.
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A companhia portuguesa TAP reforçou o “hedging” para 47%, depois de já o ter feito no início da guerra, à medida que o preço do jet fuel foi encarecendo.
Mesmo com o aviso da Agência Internacional da Energia a alertar de que a Europa só teria “jet fuel para mais seis semanas”, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, adiantou por diversas vezes de que Portugal teria o seu abastecimento garantido, com o Governo a reforçar contactos com o Brasil, EUA, Argélia e Nigéria. Também a Galp veio dizer, antes da tempestade acalmar, que 80% das necessidades nacionais estavam asseguradas através de Sines, tendo outros contratos fechados no mercado para cobrir o restante consumo.