A Meta lançou, nesta terça-feira, uma nova linha de óculos inteligentes equipados com o mais recente e avançado modelo de inteligência artificial (IA) da marca. Os novos modelos já estão disponíveis no mercado, mas, mais uma vez, Portugal fica de fora.

Mark Zuckerberg continua a investir nos wearables. Pela primeira vez, após anos a lançar óculos inteligentes com o carimbo da Ray-Ban ou da Oakley, a tecnológica norte-americana apresentou um modelo próprio. Os óculos, baptizados simplesmente Meta Glasses, mantêm a parceria de fabrico com a Essilor Luxottica, empresa-mãe da Ray-Ban e da Oakley, mas abdicam por completo dos logótipos das duas marcas.

A nova geração é composta por três modelos distintos, disponíveis num total de 26 combinações de cores, lentes e armações. Enquanto os Meta Adventurer apostam num visual mais clássico, caracterizado por uma armação rectangular simples, os Meta Fury destacam-se por terem um design ligeiramente mais robusto. A gama fecha com os Meta Starfire (Edição Kylie), desenhados em colaboração com a celebridade e dotados de uma armação oval fina, “inspirada no seu estilo pessoal”, segundo o comunicado de imprensa da marca.




A nova geração é composta por três modelos distintos, disponíveis num total de 26 combinações
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Os Meta Starfire (Edição Kylie) foram desenhados em colaboração com a celebridade e são inspirados no seu estilo pessoal

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O preço dos Meta Glasses começa nos 299 euros, com o valor a subir para os 399 euros no caso da edição especial desenvolvida em colaboração com Kylie Jenner. O produto está disponível em vários países a partir de hoje no site da Meta e noutros revendedores seleccionados nos EUA, Reino Unido, Canadá, França, Itália, Espanha, Alemanha, Irlanda, Suécia, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Áustria, Bélgica, Países Baixos, Suíça e Austrália.

A revolução do Muse Spark

Tal como nas gerações anteriores, os óculos incluem um botão para que o utilizador possa aceder rapidamente ao agente de IA da empresa. Mas o elemento diferenciador dos Meta Glasses está no seu “cérebro”. Esta geração estreia o novo e mais avançado motor de inteligência artificial da empresa, o Muse Spark. Segundo a tecnológica, o assistente digital garante respostas mais inteligentes, rápidas e uma melhor compreensão do contexto que rodeia o utilizador.

Contudo, a melhoria não será exclusiva a esta nova linha. A marca confirmou que a tecnologia já está a ser disponibilizada nos modelos Ray-Ban Meta e Oakley Meta nos mercados norte-americano e canadiano.


Todos os modelos dos Meta Glasses estão equipados com altifalantes de “ouvido aberto”​ (open ear) embutidos nas hastes dos óculos e um sistema de seis microfones com ferramentas para redução do ruído do vento. Além disso, os dispositivos têm uma câmara de 12 megapíxeis com resolução 3K que permite tirar fotos e gravar vídeos.

No que toca à autonomia, o produto oferece mais de oito horas de utilização contínuas, com a caixa de carregamento, portátil e dobrável, a fornecer até 40 horas de bateria extra. De acordo com o anúncio, os Meta Glasses incluem também definições avançadas para gerir os conteúdos que o utilizador partilha, bem como medidas de segurança concebidas para “respeitar a privacidade das pessoas à sua volta”.

No total, a Meta já lançou três gerações distintas de óculos inteligentes. Os Ray-Ban Stories, os Ray-Ban Meta Gen 2 e, por fim, os Oakley Meta e Meta Ray-Ban Display, no ano passado.