A Tekever venceu um concurso lançado pela Autoridade Marítima Nacional (AMN) para o fornecimento de um sistema de plataformas aéreas autónomas não tripuladas (“drones”) destinado a reforçar a ação da Polícia Marítima.
Em comunicado, enviado esta terça-feira às redações, a fabricante de drones portuguesa explica que “a solução inclui plataformas AR3 EVO, uma estação de controlo terrestre, formação especializada para operadores e serviços de apoio técnico e manutenção, assegurando a disponibilidade e sustentabilidade do sistema ao longo do seu ciclo de vida”.
O contrato, no valor de 1,5 milhões de euros, com um prazo de execução de 180 dias, de acordo com o Portal Base, figura como o primeiro da Tekever com a AMN e, para a empresa, “assinala mais um passo na aplicação de tecnologia desenvolvida e produzida em Portugal ao serviço da proteção e vigilância do espaço marítimo nacional”.
“Este contrato coloca uma tecnologia autónoma desenvolvida e produzida em Portugal ao serviço da proteção do nosso espaço marítimo. Além do fornecimento do sistema, iremos transferir conhecimento e apoiar a Autoridade Marítima Nacional no desenvolvimento de uma capacidade própria de operação. Trata-se de um modelo que reforça a autonomia, a prontidão e a capacidade de resposta das autoridades portuguesas”, diz o diretor de Desenvolvimento Estratégico da Tekever, Pedro Petiz, citado na mesma nota.
O AR3 EVO, concebido para operações costeiras e de fiscalização, “combina versatilidade e simplicidade logística, integrando capacidade VTOL (descolagem e aterragem vertical), o que lhe permite operar a partir de embarcações ou de locais com infraestruturas limitadas”, detalha a fabricante de drones portuguesa.
Com uma autonomia de até 14 horas, o sistema pode ser equipado com sensores óticos, térmicos e de comunicações de alta definição, garantindo a recolha e transmissão de informação em tempo real, essenciais para apoiar o sucesso das missões da Polícia Marítima.