Erika HiltonFoto: Câmara dos Deputados/Reprodução/ND Mais
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) será homenageada nesta sexta-feira com o título de Doutora Honoris Causa concedido pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em um reconhecimento que reforça o peso político e simbólico da parlamentar dentro das pautas ligadas aos direitos humanos, inclusão e representatividade no país.
Redes SociaisFoto: Premiada por universidade federal, Erika Hilton diz que seguirá dando voz aos excluídos
Ao comentar a homenagem, Erika classificou o reconhecimento como uma das maiores honras de sua trajetória pública e relembrou a própria história antes de ocupar uma cadeira no Congresso Nacional. Segundo a deputada, sua atuação política foi construída justamente a partir da experiência de quem viveu na pele a exclusão social e decidiu transformar essa vivência em ferramenta de luta institucional.
“Desde que entrei na política, minha luta é pra dar voz a quem é cotidianamente silenciado nesse país”, afirmou.
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Em uma fala carregada de simbolismo, a parlamentar destacou que sua trajetória passa pelos mesmos espaços historicamente ocupados por pessoas marginalizadas e invisibilizadas socialmente, reforçando que hoje utiliza o mandato como instrumento para representar justamente esses grupos.
Erika afirmou que sua atuação no Congresso está diretamente ligada à defesa das trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, da população em situação de rua, da comunidade LGBTQIA+, das mulheres, além da população negra e periférica.
A deputada também fez referência direta ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, afirmando que sua missão política é garantir que esse direito deixe de existir apenas no texto da Constituição e seja efetivamente assegurado a toda população, independentemente de origem, gênero ou condição social.
Sem citar adversários, Erika ainda respondeu críticas frequentes dirigidas às pautas que defende e deixou um recado político ao afirmar que continuará ocupando espaços de fala e ampliando a voz de grupos historicamente excluídos.
“Enquanto eu não terminar de dizer tudo que tenho para falar e emprestá-la para todas as pessoas que ainda precisam dela, eu não serei silenciada”, declarou.