Outro fator decisivo é a entrada em vigor do Pacto para as Migrações e o Asilo, que representa “um desafio para os Estados-membros”, nas palavras de Hans Leijtens, diretor-executivo da Frontex. Para o ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, “a prevenção não é apenas reação; é prevenir e evitar partidas irregulares”.

Em Espanha, uma das ações será a operação “Canary”, com 80 profissionais e apoio na gestão dos fluxos migratórios na rota atlântica para as Ilhas Canárias. O foco estará na “gestão da imigração, apoio a atividades de triagem e entrevistas iniciais, recolha de informações e identificação de tendências e rotas de tráfico de migrantes”. O vizinho de Portugal possui uma situação diferente, por receber diretamente migrantes no Norte de África, através das ilhas Canárias.

Em conjunto, com mais 80 agentes, será efetuada a operação “Indalo”, no Mediterrâneo Ocidental. A operação centra-se na vigilância marítima e aérea, na prevenção de passagens irregulares de fronteira e no apoio a operações de busca e salvamento. Inclui também o apoio a atividades de triagem e entrevistas iniciais, o combate a redes de criminalidade transfronteiriça e a recolha de informações para reforçar a segurança e a gestão eficaz das fronteiras.

“Humanismo”

Hans Leijtens garantiu que todas as ações serão pautadas pelo “humanismo”, culpabilizando as redes de tráfico e não as pessoas que buscam outro lugar para morar. Luís Neves, ministro da Administração Interna, reforçou este aspeto. “O cidadão imigrante, se estiver regulado e se estiver documentado, fica mais defendido de todos aqueles que os querem explorar, sobretudo do tráfico de seres humanos”, disse.