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As notícias com Teresa Freire.
Boa noite, é uma da manhã, vamos atualizar a informação. André Ventura diz que o Chega vai votar contra a Prestação Social Única na votação final global no Parlamento, marcada para esta quinta-feira, depois do acordo entre o PSD e o PS sobre a Prestação Social Única, com o Chega de fora do entendimento. André Ventura afirma que o partido está do lado certo. Diz que com a nova prestação tudo vai ficar na mesma.
O Chega ficou do lado certo da história, porque nós dissemos desde o início que esta era uma oportunidade histórica e se fosse histórica, era pra corrigir. O que acontece com esta versão da PSU, que será, em princípio, aprovada amanhã no Parlamento, com os votos contra do Chega? É que deixará tudo exatamente na mesma.
André Ventura, esta noite, na grande entrevista na RTP. As votações na especialidade da PSU terminaram esta quarta-feira no Parlamento. A proposta do PSD com o CDS foi consensualizada com o PS e aprovada na íntegra, ponto a ponto. O secretário-geral do Partido Socialista acusa o governo de estar sem agenda para a economia. José Luís Carneiro considera que a economia portuguesa está a perder competitividade internacional.
Aquilo que eu tenho sentido no governo é que vejo que o governo está hoje sem agenda para a economia. E isso é preocupante, porque a economia está a perder competitividade internacional. E para termos competitividade internacional, nós temos de ter inserção na economia global. A economia portuguesa está a entrar num processo de quebra. Nós perdemos competitividade em 57% dos nossos mercados externos e temos de olhar para uma das variáveis fundamentais da nossa economia, que é a economia do mar.
O secretário-geral do Partido Socialista, em declarações aos jornalistas em Sines, no âmbito da rota pela economia do mar, depois de uma reunião com o Conselho de Administração dos Portos de Sines e do Algarve. O primeiro-ministro justificou o déficit orçamental de 0,7% do PIB no primeiro trimestre, com várias contingências em causa às contas do Instituto Nacional de Estatística, que revelaram que Portugal arrancou o ano com um déficit orçamental de 0,7% do PIB. Luís Montenegro fala em situações de crise, como as tempestades que assolaram o país no início do ano ou conflitos no Médio Oriente para justificar este déficit orçamental. O primeiro-ministro lamenta não ter tido um trimestre como gostaria.
Nós não tivemos um trimestre como aquilo que gostaríamos de ter tido e do ponto de vista orçamental, tivemos este reflexo. Nós tivemos de dar moratórias às empresas e às pessoas também, às portuguesas e aos portugueses que têm crédito à habitação, por exemplo. Nós tivemos de acudir a despesas imediatas de recuperação. Nós tivemos de dar apoios suplementares com o desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos por via do IVA, para que o impacto do aumento do preço não fosse tão grande. E isso tem incidências orçamentais.
As declarações de Luís Montenegro em Nova York, depois de uma passagem pela Missão Permanente de Portugal na ONU. Lá fora, uma notícia de última hora: um sismo de magnitude 7,1 atingiu a Venezuela. Há alerta de tsunami. O terremoto foi sentido em vários países das Caraíbas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o sismo ocorreu por volta das 22h, hora de Lisboa, 18h locais, com o epicentro perto da costa de Sucre, no norte do país. Quanto à profundidade, foi de cerca de 10 km, o que aumenta o potencial para provocar fortes vibrações à superfície. O Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos emitiu, entretanto, um aviso para a região das Caraíbas, indicando que o sismo poderá gerar ondas perigosas junto à costa venezuelana e de áreas próximas. Donald Trump diz que pediu ao presidente turco para o país não entrar na guerra do Irão. Em conferência de imprensa na Casa Branca, o presidente norte-americano considerou ainda que se a Turquia entrasse na guerra, seria do lado do Irão, por não serem amigos de Israel. É o que diz o presidente, que também adiantou que os Estados Unidos podem avançar com uma potencial venda de caças F-35 à Turquia. Considera que este é um país importante em termos militares e na mesma ocasião, Donald Trump voltou a pôr em dúvida o papel dos Estados Unidos no ataque a uma escola feminina no Irão, no primeiro dia do conflito. Diz não ter visto nada que o tenha levado a acreditar que tenham sido os Estados Unidos. E o secretário de Energia dos Estados Unidos diz que 20 milhões de barris de petróleo saíram do Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. A informação foi avançada no Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York. De acordo com a Al Jazeera, o responsável afirma que qualquer atraso no regresso aos níveis normais de transporte de petróleo está relacionado com a presença de minas iranianas naquela via marítima. E mais decisões no Campeonato do Mundo de Futebol. As contas do grupo C já estão fechadas. Brasil e Marrocos qualificaram-se em primeiro e em segundo lugar, respetivamente. A Escócia fica em terceiro. Já o Haiti fica de fora do mundial. Antes foi a vez do grupo B fechar as contas. A Suíça e o Canadá qualificaram-se em primeiro e segundo lugar. A Bósnia ficou em terceiro lugar e aguarda para saber se vai ser um dos melhores terceiros. Quanto ao Catar, ficou em último e está eliminado do mundial de futebol. Daqui a cerca de uma hora começam a se fechar as contas do grupo A. Joga a África do Sul com a Coreia e a República Checa com o México. No Porto, arrancou esta quarta-feira o Festival Literário Babel. São seis dias dedicados aos livros, com a presença de escritores galardoados com o Prêmio Nobel. Hoje, a inauguração contou com a presença do presidente da República, João Lourenço.
Foi com casa cheia e sob o signo dos livros que arrancou esta quarta-feira, no Porto, a primeira edição do Babel, aquilo que a organização já considera o maior festival literário alguma vez realizado em Portugal. Esta manhã, o pontapé de saída aconteceu com a presença do presidente da República, António José Seguro, na cerimónia de abertura. Num discurso dedicado ao papel da cultura e da leitura na democracia, o chefe de Estado defendeu uma lei do mecenato mais atrativa, capaz de incentivar a cooperação entre entidades públicas e privadas no financiamento de projetos culturais. Seguro destacou precisamente o Babel como exemplo dessa colaboração e lembrou que o livro continua a ser um instrumento essencial contra o extremismo, o esquecimento e a exclusão. Depois da sessão de abertura, o presidente visitou ainda a expansão da Livraria Lello, uma nova ala projetada por Álvaro Siza Vieira, e ainda ficou a conhecer a instalação A4, do artista chinês Ai Weiwei. São dois dos elementos que marcam esta nova fase de crescimento da histórica livraria, que curiosamente em 2026 completa 120 anos. Com mais de 150 jornalistas acreditados, cerca de mil profissionais envolvidos na organização, o Babel reúne uma programação que junta literatura, música, exposições e debates. Tudo isto até à próxima segunda-feira. Entre os convidados estão autores de grande renome, como Margaret Atwood ou Julian Barnes, e vencedores de Prêmios Nobais, como é o caso de László Kránoczka. É uma edição inaugural que pretende colocar o Porto no mapa dos grandes festivais literários internacionais.
Joana Moreira, jornalista do Observador, a acompanhar o arranque do festival literário Babel, no Porto, que decorre até segunda-feira. Voltamos à notícia sobre o terramoto na Venezuela. Isto porque o presidente da República já garantiu que está a acompanhar a situação. Numa nota no site da Presidência da República, António José Seguro manifesta profunda consternação perante o forte sismo que atingiu a Venezuela e garante que está a acompanhar com preocupação os desenvolvimentos da situação. Deixa uma mensagem de solidariedade e de esperança para o povo venezuelano. É o ponto final neste Jornal da Uma. A informação volta a ser atualizada à 13h30, mas agora temos Minuto 90.