Silvio Guindane tinha 12 anos quando apresentou no Festival de Gramado de 1996 seu primeiro trabalho como ator, “Como nascem os anjos”, de Murilo Salles. E retornou da Serra Gaúcha com um item precioso na bagagem: um Kikito de Prêmio Especial do Júri, dividido com a colega de elenco Priscila Assum. O artista de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, hoje com 42 anos, acaba de concluir, como diretor, as filmagens de “Deixa a vida me levar”, aguardada cinebiografia de Zeca Pagodinho (prevista para 2027). Silvio também trabalha na pós-produção de outro longa como diretor, “Crisálida”, com Leandro Hassum, e prepara o lançamento, para o segundo semestre, da série “Verônika com K”, do Globoplay. Como ator, chegou aos cinemas semana passada numa participação em “Quinze dias”, adaptação de best-seller de Vitor Martins dirigida por Daniel Lieff.

Guindane também tem volta confirmada a Gramado, onde será um dos apresentadores das sessões oficiais do festival, de 12 a 22 de agosto.

— Silvio Guindane foi uma aparição na minha vida. Além de inteligente e talentoso, é muito engraçado, gaiato — diz Murilo Salles, que lembra a recepção de “Como nascem os anjos” no Festival de Brasília, também em 1996. — Terminou o filme, a sala veio abaixo, com aplausos como nunca vi na vida. As pessoas cercaram o Silvio, a Priscila e a mim, formaram uma montanha em torno de nós, emocionados.