O Sporting prepara uma ligeira mudança na política de recrutamento para as equipas secundárias e pretende intensificar a aposta em jovens talentos provenientes das divisões inferiores do futebol português. A estratégia passa por identificar jogadores com potencial antes da concorrência e integrá-los num contexto mais competitivo.

Depois de garantir a contratação de Catarino Pascoal, médio de 18 anos proveniente do Atlético, os leões continuam atentos ao mercado da Liga 3, Campeonato de Portugal e Liga Revelação. O objetivo é captar jogadores a custos reduzidos e acelerar o respetivo processo de desenvolvimento na Academia Cristiano Ronaldo.

Os atletas recrutados deverão integrar a equipa B, agora orientada por Tiago Fernandes, ou os sub-23, que passam a estar sob o comando de Leandro Grimi. A intenção da estrutura leonina é dotar estes plantéis de jogadores capazes de responder de imediato às exigências competitivas, ao mesmo tempo que são preparados para patamares superiores.

Em cima da mesa estão diferentes modelos de negócio. O Sporting admite avançar para transferências definitivas, empréstimos com opção de compra ou até aquisições parciais dos direitos económicos dos jogadores, reservando investimentos mais avultados para uma fase posterior, caso os atletas confirmem o potencial identificado pelos responsáveis.

Esta estratégia recorda um dos maiores casos de sucesso recentes de Alvalade. Matheus Nunes foi contratado ao Estoril em janeiro de 2019 por 950 mil euros, numa operação que envolveu inicialmente apenas metade do passe. Depois de se afirmar no Sporting, o internacional português acabaria por ser vendido ao Wolverhampton por 45 milhões de euros, mais cinco milhões em objetivos, tornando-se um exemplo que continua a servir de inspiração para a política de recrutamento leonina.