Conhecida dos telespectadores pelas participações regulares em programas de televisão, Carolina Freitas Nunes foi detida no Aeroporto Internacional I Gusti Ngurah Rai, em Bali, na Indonésia, depois de as autoridades encontrarem 50 munições na sua mochila.

A psicóloga de 47 anos encontra-se presa e já precisou de assistência hospitalar.

Praticante federada de tiro desportivo e membro da equipa do Ginásio Clube Português, Carolina Freitas Nunes terá explicado às autoridades que desconhecia a presença das munições na bagagem, acreditando que estas ficaram esquecidas após uma competição realizada em Portugal.

De acordo com as autoridades locais, as munições estavam guardadas num dos bolsos da mochila, embrulhadas em papel branco.

“Durante o interrogatório inicial, admitiu que as munições eram suas. No entanto, declarou que não sabia, nem tinha consciência de que ainda estavam dentro da mala”, explicou um porta-voz da polícia, citado pelo The Bali Times.

As autoridades indonésias estão agora a investigar a versão apresentada pela portuguesa e a tentar perceber de que forma as munições chegaram ao país.

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros já confirmou que Carolina Freitas Nunes está a receber acompanhamento consular através da Embaixada de Portugal em Jacarta.

Segundo um representante do Ginásio Clube Português, Carolina Freitas Nunes encontra-se particularmente fragilizada. “Ela foi de férias, não estava em representação do clube, não ia para nenhuma prova, para nenhum torneio, para nenhum campeonato…”, começou por esclarecer à TVI.

O mesmo responsável explicou ainda que a mochila era habitualmente utilizada pela psicóloga durante a prática desportiva: “Na Europa já tem acontecido, até com outros atletas também. Agora, para aqueles países é muito mais complicado e, aqui sim, consideramos que é um descuido da Ana Carolina.”

“As notícias mais recentes é que esteve há pouco tempo no hospital porque a situação para ela deve ser extremamente traumatizante e não deve ser fácil estar numa prisão de um país daqueles. Também acreditamos que o facto dela estar com a consciência tranquila e se encontrar numa situação destas a tenha afetado psicologicamente e até fisicamente”, acrescentou o representante do GCP.

Entretanto, as autoridades estão a investigar um detalhe que está a gerar ainda mais dúvidas: Carolina Freitas Nunes já tinha passado por vários aeroportos internacionais antes de chegar ao momento em que se preparava para regressar a Portugal, sem que o material tivesse sido identificado anteriormente.