A Ferrari decidiu reorganizar a sua liderança comercial após a controversa apresentação do Luce, o primeiro modelo totalmente elétrico da construtora italiana.
O impacto financeiro e a defesa da reputação da Ferrari
Pouco tempo depois da revelação do Luce, a Ferrari confirmou a saída de Enrico Galliera, o responsável máximo pelo departamento de marketing que contava com mais de quinze anos na empresa.
Para o seu lugar, a marca de Maranello recrutou Massimiliano Di Silvestre, que anteriormente liderava as operações da BMW em território italiano.
A estreia do veículo gerou uma onda de críticas e piadas na internet, não devido à sua motorização ecológica, mas sim pelas suas linhas estéticas irreverentes, desenhadas pela reputada agência LoveFrom, fundada por Jony Ive e Marc Newson.
A reação negativa dos mercados foi imediata, com as ações da marca italiana a registarem uma queda abrupta de 8% em poucas horas. Embora a Ferrari evite associar diretamente a saída de Galliera a este episódio, a verdade é que a calendarização dos acontecimentos aponta para uma resposta rápida à crise de imagem.
As especificações técnicas do novo Ferrari Luce
O Luce surge como o segundo modelo de cinco portas da fabricante, assemelhando-se a uma berlina de grandes dimensões com 5026 mm de comprimento e uma distância entre eixos de 2961 mm.
No capítulo mecânico, este elétrico conta com quatro motores que entregam uma potência combinada de 1050 cv, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em escassos 2,5 segundos.
Equipado com uma bateria de 122 kWh, a sua autonomia fixa-se nos 530 km sob o ciclo WLTP, suportando carregamentos rápidos de até 350 kW graças à sua arquitetura de 800 volts.
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