Clément Lenglet é o defesa-central escolhido (e fechado) pelo Benfica para ocupar o lugar deixado vago por Nicolás Otamendi, que deixou o clube ao fim de seis épocas, todas com a braçadeira de capitão.
O defesa-central francês, internacional AA pelo país natal 16 vezes, será, tal como noticiou o jornal espanhol ABC e confirmou agora o Maisfutebol, reforço do clube encarnado.
Em declarações aos sócios na Assembleia-Geral deste sábado, Rui Costa garantiu que o jogador já estava fechado e deixou pistas. Envolvia uma negociação com um clube e tentaria que chegasse nos próximos dias. Ou seja: não se tratava de um defesa livre no mercado ou envolvido no Mundial 2026. Desmentiu José Maria Giménez (tal como Lenglet, jogador do Atlético Madrid), mas deixou a dúvida no ar sobre Milan Skriniar, eslovaco que Mário Branco, atual diretor-geral do Benfica, levou para o Fenerbahçe quando era dirigente dos turcos.
No entanto, o jogador de que o presidente das águias falava é Clément Lenglet, canhoto acabado de completar 31 anos e que será opção para o lado esquerdo do eixo defensivo.
Pedido de Marco Silva, o internacional gaulês – cumpriu o último jogo pela seleção há um ano na meia-final da Liga das Nações com a Espanha – chegou a estar na lista de alvos de mercado quando o atual treinador do Benfica orientava o Everton, mas acabou por rumar ao Barcelona.
Prestes a ser reforço na Luz, Lenglet tinha propostas da Arábia Saudita e de clubes de outras ligas periféricas financeiramente mais poderosos.
Lenglet iniciou-se no Nancy, do país natal, e em 2017 transferiu-se para o Sevilha, onde ficou até que em 2018 foi recrutado pelo Barcelona a troco de mais de 35 milhões de euros. Em quatro temporadas fez um total de 160 jogos, mas nos últimos três anos de ligação contratual ao clube blaugrana foi sempre emprestado: primeiro a Tottenham e depois a Aston Villa e a Atlético Madrid, que o contratou em definitivo na última temporada.
Em 2025/26, Lenglet foi titular em 21 dos 24 jogos em que participou sob o comando de Diego Simeone.
O defesa francês, que tinha contrato válido até 2028, vai incorporar os trabalhos no Benfica Campus previsivelmente na próxima semana, faltando ainda saber se o negócio é oficializado antes ou depois de 1 de julho, o que afeta questões relacionadas com o exercícios contabilísticos das sociedades desportivas.