“À meia-noite, no mesmo teatro, tocava uma banda punk chamada Beijo à Força. Eram todos polacos, tinham 20 e poucos anos e orbitavam ao redor do (Paulo) Leminski (1944-1989). Em Curitiba, havia várias agências de publicidade que empregavam esses poetas alcoólatras. Comecei a frequentar as tertúlias deles. Até hoje, quem mais assiste aos meus espetáculos não é só a classe teatral, mas designers, jornalistas, fotógrafos, arquitetos. Gosto que seja assim, senão a gente fica fazendo teatro para nós mesmos.”