Enzo Maresca foi oficializado, na tarde desta segunda-feira, como o novo treinador do Manchester City, confirmação que levou o Chelsea, clube que Maresca treinou em 2024/25 e até 1 de janeiro de 2026, a posicionar-se sobre os acontecimentos da última temporada.

Em nota oficial, o Chelsea confirmou que foi informado, por Maresca, então treinador dos londrinos, de que poderia suceder a Pep Guardiola nos azuis de Manchester. Os «blues» referem ainda que vão ser compensados financeiramente, quer por Maresca, quer pelo Manchester City.

«No outono do ano passado, o clube foi informado pelo nosso antigo treinador de que poderia haver uma oportunidade para ele suceder a Pep Guardiola no final da época. Ficou claro para nós que era desejo seu suceder a Guardiola e que estava totalmente empenhado nessa oportunidade, apesar de estar sob um contrato de longa duração que não lhe permitia rescindir», começa por referir o Chelsea.

«Considerando o respeito mútuo entre os clubes, foi firmado um acordo confidencial com o Manchester City, que inclui o pagamento de uma indemnização. Também foi firmado um acordo confidencial com o antigo treinador e ele pagará uma indemnização», informa o clube, que terá agora Xabi Alonso como treinador.

Na mesma nota, o Chelsea lembra que o treinador «renunciou ao cargo inesperada e abruptamente» e não escondeu a deceção pela circunstância, algo que motivou a proteção dos «jogadores, adeptos e do símbolo». Isto apesar de ter sido aceite a posição de Maresca.

Os azuis de Londres reconhecem ainda que a época 2025/26 «foi extremamente dececionante» e atribui a mudança de treinador como «um dos principais fatores» no final do ano civil de 2025. Depois de Maresca, o clube teve Liam Rosenior (ex-Estrasburgo) como treinador, mas este também não acabou a época. Calum McFarlane foi o técnico que comandou a equipa nos oito últimos jogos.