O Governo espanhol vai reduzir de forma gradual o desconto nos preços dos combustíveis que aprovou em março – após o início do conflito no Irão e consequente escalada nos preços energéticos -, anunciou esta segunda-feira o ministro espanhol da Economia, Carlos Cuerpo. Esta medida de apoio, apesar de aligeirada progressivamente, irá vigorar até outubro. O Executivo liderado por Pedro Sánchez inclui, no entanto, uma cláusula que poderá reativar o desconto atual, de 20 cêntimos por litro, caso o conflito volte a agravar-se e se antecipe uma nova subida nos preços energéticos.
O ministro explicou que em julho o desconto será de 15 cêntimos por litro, reduzindo-se para 10 cêntimos em agosto e cinco cêntimos em setembro. Apenas em outubro deixará de haver qualquer apoio.
As medidas, ressalvou Carlos Cuerpo, serão adaptadas à “normalização dos mercados internacionais” para evitar que os consumidores enfrentem “uma subida súbita nas suas faturas energéticas”.
Em Portugal, a ministra da Energia, Maria da Graça Carvalho, indicou, em entrevista ao Negócios e Antena 1, que assim que deixarem de ser necessários esses apoios o Executivo pretende retomar a eliminação gradual dos descontos extraordinários no ISP que já tinha sido pedida por Bruxelas, assim que os preços internacionais do petróleo estabilizem.
O diferencial de preços nos postos de abastecimento de combustível entre Portugal e Espanha deverá, portanto, continuar a ser significativo, com os consumidores do país vizinho a pagarem menos para abastecer os veículos.