Há alguma diferença de performance quando se utilizam biocombustíveis? “Não há”, responde o piloto João Ferreira, que fez “toda” a época desportiva de 2024 com recurso a estas soluções mais amigas do ambiente.

“São soluções ótimas, os consumos semelhantes, a performance a mesma, não há degradação dos componentes mecânicos”, afirmou na B+ Summit, lembrando como os biocombustíveis podem ajudar o automobilismo a livrar-se da sua imagem de um desporto que “não é limpo”.

Cenário confirmado na sessão “Os biocombustíveis aplicados à alta competição, nos desportos motorizados” por Jaime Costa, CEO do Autódromo Internacional do Algarve & Co-CEO Unlock Brands.

“Quer a Fórmula 1 e MotoGP, se não têm 100% de biocombustíveis e combustíveis sintéticos” estarão lá perto, afirmou. E referiu os exemplos levados a cabo num laboratório de teste, que evidenciaram que “não há nenhuma perda de performance”.

Além disso, notou, as próprias marcas de automóveis, quando procuram o autódromo para as suas iniciativas, têm em conta as práticas ambientais do recinto.

Por sua vez, Luís Serrano, professor coordenador e investigador no Politécnico de Leiria lembrou que “grande parte das soluções que temos no mercado normal nasceu e desenvolveu-se nesse berço que é a competição. Também aqui, na área dos combustíveis, esse caminho pode ser feito”.

O caminho, apontou, deve passar por perceber como “manter eficácia e não colocar em causa a fiabilidade” com estas alternativas que vão além da eletrificação. Ainda assim, deixou críticas à falta de estratégia em relação aos biocombustíveis e à fraca adesão dos construtores automóveis.