João Fernandes está no ar em “A nobreza do amor” como o atrapalhado Fuad, pretendente de Salma (Rayssa Bratillieri) escolhido pelos pais da moça, Fátima (Kika Kalache) e Miguel (Eduardo Mossri), em “A Nobreza do Amor”. Ele revela que a previsão era que o personagem entrasse na metade da novela, mas a chegada foi adiantada em quase dois meses. Apesar do curto período de preparação, o ator de 27 anos destaca o cuidado que teve para construir o personagem.

— A primeira coisa que pensei quando recebi os capítulos foi que Fuad não poderia ser um babaca, só um cara que está tranquilo com o casamento arranjado. Queria que ele fosse um cara legal, que tentasse respeitar ao máximo a Salma. Aí, focamos em construí-lo mais atrapalhado do que estúpido. Estamos apostando nesta dinâmica de uma família libanesa com um agregado que não é bem um agregado. Obra aberta é assim: as cenas chegam e recalculamos a rota — comenta o ator, ressaltando que participou de laboratórios oferecidos pela TV Globo com um consultor libanês e buscou referências externas por conta própria.

Fernandes iniciou a carreira aos nove anos, com o papel de Amarit em “Caminho das Índias“. Em 2012, o artista interpretou Picolé em “Avenida Brasil”. O ator revisita memórias deste trabalho, que está em reprise no “Vale a Pena Ver de Novo” desde março:

— Assistir a “Avenida Brasil” hoje, 14 anos depois, desperta sentimentos dúbios. Sinto uma cobrança que acho que não deveria existir porque eu era um pré-adolescente, não o artista que sou atualmente. Sou muito autocrítico, pois tinha um personagem diretamente ligado aos protagonistas. A novela me ensinou, ainda criança, o porquê de eu exercer esta profissão. Entendi que existe um propósito, que entrar em um set e gravar uma cena para milhões de pessoas assistirem não é brincadeira.