Unai Simón refere que, embora Cristiano Ronaldo não seja o mesmo de há sete anos, o capitão de Portugal continua a ser decisivo no ataque. Em conferência de imprensa, o guarda-redes da seleção espanhola destaca ainda a qualidade do corredor esquerdo da Seleção Nacional. O Portugal-Espanha, dos oitavos de final do Mundial 2026, está marcado para esta segunda-feira, às 20h00.

Apesar da idade, Cristiano Ronaldo continua a ser letal

«O Cristiano que temos neste Mundial já não é o mesmo de há sete ou oito anos que víamos no Real Madrid, nesse “prime”. No entanto, temos de o manter afastado da área o máximo possível, porque quando ganha esse espaço é determinante. Na final da Liga das Nações, por exemplo, há uma bola perdida na área e ele marcou.O que o Cristiano tem é que, na área, ele desenrasca-se sozinho para finalizar, procurar passes filtrados, abrir espaço… Tem uma grande experiência e companheiros com quem joga há muito tempo e entende tudo na perfeição. Se pisa a área, é decisivo. Lê muito bem essas situações e temos de estar preparados para tudo.»

Last Dance de Ronaldo?

«Não acho que seja a última dança do Cristiano. Cada jogo é diferente. O importante é focarmo-nos no jogo e não no que o envolve mediaticamente.»

Yamal e um dos lados esquerdos mais ofensivos do Mundial

«Lamine Yamal é um jogador que tem uma imagem um pouco diferente do resto do balneário. É um jogador que no ataque é determinante e na defesa ajuda muito a equipa. Se virmos como ele corre, como defende, isso motiva a equipa. É um jogador que tem muita vontade de fazer algo especial neste Mundial, por isso não temos de lhe dizer para defender. O Yamal, tal como nós, sabe que o lado esquerdo de Portugal é um dos mais ofensivos da competição.»

Final da Liga das Nações serve de referência para o jogo de segunda-feira?

«A maneira de jogar deles será muito parecida com a da Liga das Nações. Temos de estar preparados para isso, focar-nos no nosso jogo. Respeitar o adversário e saber que temos de fazer um bom desafio, sem erros. Se tivermos de ficar pelo caminho, que seja porque eles foram melhores do que nós, e não porque lhes demos facilidades.»