De Una Hajdari com AP
Publicado a
03/07/2026 – 16:53 GMT+2
Uma nave de salvamento entrou em órbita numa missão para evitar que um telescópio da NASA volte a cair na Terra.
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O robô de três braços, chamado Link, foi lançado das Ilhas Marshall na sexta‑feira e deverá demorar cerca de um mês a alcançar o seu alvo: o Observatório Neil Gehrels Swift, telescópio que orbita a Terra desde 2004.
O Swift tem vindo a perder altitude mais depressa do que o previsto. A recente atividade solar aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera terrestre, aumentando o atrito que puxa o telescópio de forma constante em direção ao planeta, e a NASA está a ficar sem tempo para o salvar.
A agência está a pagar 30 milhões de dólares (27 milhões de euros) à startup aeroespacial Katalyst Space Technologies para interceptar o Swift e o impulsionar de volta para uma órbita segura, onde poderá continuar a seguir alguns dos eventos mais violentos do universo, incluindo explosões de raios gama e estrelas em explosão.
O Link alcançou a órbita depois de um foguetão Pegasus XL, da Northrop Grumman, na sua última missão, se ter desprendido da fuselagem de um avião modificado e ter sido acionado sobre o Pacífico.
Se tudo correr bem, o Swift poderá voltar a operar em setembro. Para já, as observações estão suspensas para abrandar a sua descida.
Atualmente a orbitar a 360 quilómetros de altitude, o Swift precisa de ser elevado mais 240 quilómetros para atingir uma órbita segura. Os propulsores do Link vão ser acionados de forma gradual, para evitar sobressaltos na nave envelhecida.
A missão foi preparada em apenas nove meses. Sem esta manobra, previa‑se que o Swift voltasse a entrar na atmosfera em outubro, altura em que já estaria demasiado baixo para ser salvo.
O Telescópio Espacial Hubble, da NASA, poderá ter um destino semelhante nos próximos anos, também a perder altitude à medida que a atividade solar aumenta.
Mau tempo e problemas técnicos provocaram uma série de atrasos antes do lançamento de sexta‑feira.
“É uma missão de elevado risco e elevado retorno”, afirmou o diretor executivo da Katalyst, Ghonhee Lee.
“O maior perigo foi sempre não lançarmos nada e deixarmos o Swift arder na atmosfera. Estivemos sempre a tentar evitar esse risco, e a nossa equipa conseguiu fazê‑lo.”