Primeira expansão leva os jogadores ao Mundo Abandonado, uma realidade formada por emoções de mundos colapsados

Em Code Vein, nada pode ser simples.

Uma pessoa não pode apenas acordar, tomar um café, pegar uma espada e resolver um problema.

Não.

Primeiro ela precisa ser uma Revenant estilosa.

Depois precisa usar uma roupa dramática.

Então precisa lidar com memórias quebradas, sangue, monstros, parceiros sofridos e algum tipo de tragédia envolvendo o destino da humanidade.

E, quando tudo parece complicado o suficiente, Code Vein II olha para a situação e diz:

“E se a gente colocasse várias linhas temporais colapsadas no meio disso?”

Obrigada, Bandai Namco.

A terapia dos vampiros de anime continua em dia.

A empresa anunciou Mask of Idris, primeira expansão de Code Vein II, trazendo uma nova história ambientada no chamado Mundo Abandonado. O conteúdo funcionará como uma continuação pós-jogo e promete levar os jogadores para uma realidade formada por sentimentos, paixões e fragmentos de mundos que desapareceram depois de alterações na história.

Sim, é exatamente o tipo de conceito que combina com Code Vein.

Dramático.

Gótico.

Confuso de um jeito delicioso.

E provavelmente cheio de chefes capazes de transformar nossa confiança em poeira em menos de trinta segundos.

A expansão ainda não tem data de lançamento divulgada, mas já aparece como parte das edições Deluxe, Ultimate e do pacote Deluxe Upgrade. Quem tiver a versão padrão poderá adquirir o conteúdo separadamente quando ele estiver disponível.

O que é o Mundo Abandonado?

O principal cenário de Mask of Idris será o Mundo Abandonado, uma realidade misteriosa nascida da colisão de várias linhas temporais destruídas.

Segundo a descrição oficial, muitos mundos desapareceram por causa de distorções temporais. Porém, as emoções desses mundos não sumiram completamente.

Elas permaneceram.

Se acumularam.

Se juntaram.

E formaram um lugar novo, estranho e perigoso.

É quase como se o universo tivesse criado uma pasta chamada “traumas não resolvidos” e jogado tudo lá dentro.

No centro desse mundo existe uma grande espiral turbulenta, formada pela convergência dessas emoções. O problema é que essa força não está mais contida. Ela começou a ameaçar também a realidade principal.

Ou seja, não basta o protagonista lidar com o colapso do mundo, Revenants transformados em monstros e viagens ao passado.

Agora também temos sentimentos de realidades mortas tentando invadir o mundo real.

É muita responsabilidade para alguém que provavelmente só queria usar uma arma bonita e andar ao lado de uma parceira misteriosa.

Code Vein II já nasceu mexendo com o tempo

Para entender por que essa expansão faz sentido, vale lembrar a base de Code Vein II.

O jogo se passa num futuro em que humanos e Revenants tentam coexistir. Só que tudo começa a desmoronar com o surgimento da Luna Rapacis, fenômeno que transforma Revenants em criaturas irracionais conhecidas como Horrors.

O protagonista, um caçador de Revenants, viaja ao passado ao lado de Lou, uma garota capaz de manipular o tempo, tentando impedir o colapso inevitável do mundo.

A história já trabalha com mudanças temporais, destinos alterados e consequências imprevisíveis.

Então Mask of Idris não parece uma expansão jogada de qualquer jeito no canto do menu.

Ela amplia uma ideia que já estava no centro da campanha principal.

Se o jogo base pergunta “o que acontece quando tentamos mudar o passado?”, a expansão parece perguntar:

“e o que acontece com os mundos que foram apagados depois dessas mudanças?”

A resposta, aparentemente, envolve um lugar abandonado, emoções acumuladas e muita gente usando roupas maravilhosamente impraticáveis.

Como deve ser.

Liv Voda entra como guardiã do tempo e do espaço

Uma das novas personagens centrais será Liv Voda, descrita como uma antiga guardiã da Fenda Temporal.

Ela abandonou suas responsabilidades há muito tempo, mas retorna diante da ameaça do Mundo Abandonado.

Liv é apresentada como uma personagem de personalidade forte, combativa e instável. Quando suas emoções ficam intensas, sua aparência muda de forma dramática.

Ou seja, ela é oficialmente uma personagem de Code Vein.

Não tem como ser mais Code Vein do que isso.

A mulher protege tempo e espaço, carrega um passado misterioso, muda visualmente conforme suas emoções e provavelmente possui uma história triste o suficiente para render três flashbacks, uma música melancólica e um chefe opcional.

Liv deve ajudar o jogador a entender o que está acontecendo entre as linhas temporais e por que o Mundo Abandonado se tornou tão perigoso.

Mas a própria descrição dela já levanta perguntas.

Por que ela abandonou o papel de guardiã?

Ela falhou em proteger alguma linha temporal?

Foi responsável por parte do colapso?

Perdeu alguém?

Ou simplesmente percebeu que cuidar do espaço-tempo era um emprego sem férias, sem estabilidade e com muita gente mexendo onde não deveria?

Eu entenderia.

Lou MagMell também aparece no Mundo Abandonado

Outro nome importante é Lou MagMell, uma Revenant encontrada dentro do Mundo Abandonado.

Ela está determinada a impedir a expansão daquela realidade e alerta o protagonista sobre os perigos do lugar. Porém, suas verdadeiras intenções e sua ligação com esse mundo continuam envoltas em mistério.

E aqui a coisa fica interessante.

Lou já é uma figura essencial em Code Vein II. Ela acompanha o protagonista, possui conexão com a manipulação temporal e participa diretamente da tentativa de mudar o destino do mundo.

Então encontrá-la dentro de uma realidade feita de linhas temporais colapsadas abre muitas possibilidades.

Essa Lou é a mesma que conhecemos?

É uma versão alternativa?

É uma memória?

É uma manifestação criada pelas emoções de outros mundos?

Ou é apenas a Lou sendo misteriosa porque personagens de anime com poderes temporais têm contrato vitalício com frases vagas?

Ainda não sabemos.

Mas a presença dela no DLC sugere que Mask of Idris não será apenas uma aventura paralela. A expansão deve mexer com temas fundamentais da campanha principal, especialmente destino, memória, perda e identidade.

Afinal, se mundos inteiros desapareceram, talvez algumas versões dos personagens também tenham sido apagadas.

E talvez nem todas tenham aceitado isso em silêncio.

Para acessar o DLC, será preciso cumprir requisitos

Mask of Idris será conteúdo pós-jogo.

Para iniciar a expansão, o jogador precisará cumprir duas condições:

Alcançar o final Luna Fraterna da história principal.

Avançar na missão secundária Valentin’s Request.

Isso significa que o DLC foi pensado para quem já entende os acontecimentos de Code Vein II e chegou a um ponto específico da narrativa.

Faz sentido.

Estamos falando de uma expansão sobre linhas temporais, mundos destruídos e consequências da história principal. Entrar nesse conteúdo sem contexto seria como começar um anime pelo episódio 87 e perguntar por que todo mundo está chorando enquanto o céu se abre.

Provavelmente existe uma explicação.

Ela só envolve três arcos, quatro traições e um personagem que morreu, voltou e agora talvez nunca tenha existido.

O requisito também é um aviso importante para quem pretende jogar a expansão no lançamento.

Não adianta esperar o DLC sair, baixar feliz e descobrir que ainda falta terminar uma missão secundária escondida.

RPGs adoram fazer isso.

Você derrota um deus.

Salva a humanidade.

Altera o tempo.

E o jogo responde:

“Parabéns, mas você esqueceu de conversar com Valentin duas vezes perto de uma escada.”

Humildade é parte da experiência.

A atualização gratuita 2.0 também vem aí

Além de Mask of Idris, a Bandai Namco confirmou uma atualização gratuita 2.0.0.

Ela trará conteúdos adicionais para o pós-jogo, incluindo novas formas de explorar o mundo depois da conclusão da campanha principal ao lado dos parceiros.

Ainda não foram revelados todos os detalhes dessa atualização, mas ela já é uma boa notícia.

Nem todo jogador compra DLC imediatamente.

Alguns esperam promoção.

Outros precisam terminar a campanha.

Outros ainda estão presos naquele chefe que parecia simples até a segunda fase começar.

A atualização gratuita garante que todos recebam alguma novidade, mesmo sem comprar a expansão no primeiro dia.

Também ajuda a dar mais vida ao pós-jogo.

Muitos RPGs têm aquele problema clássico: você termina a história, vê os créditos, carrega o save e volta para antes da batalha final, como se nada tivesse acontecido.

O mundo continua em perigo.

Os NPCs seguem falando da ameaça final.

O protagonista sabe que já resolveu tudo, mas precisa fingir surpresa.

É uma situação socialmente estranha.

Se a atualização 2.0 realmente expandir a exploração pós-campanha, pode deixar Code Vein II mais interessante para quem quer continuar viajando com os parceiros depois do final.

Parceiros continuam sendo parte essencial da experiência

Uma das marcas de Code Vein sempre foi a presença dos parceiros.

Diferente de outros RPGs de ação mais solitários, a série permite explorar áreas perigosas acompanhado por personagens importantes da história.

Eles lutam ao lado do jogador, ajudam em combate e também reforçam a ligação emocional com a narrativa.

Porque sofrer sozinho é ruim.

Sofrer com um aliado bonito, dramático e cheio de traumas é praticamente a identidade da franquia.

Code Vein II mantém esse foco em companheiros, e Mask of Idris parece continuar essa tradição.

Liv e Lou devem ter papéis importantes dentro da nova campanha, tanto na história quanto na exploração desse mundo quebrado.

Isso é importante porque Code Vein funciona melhor quando o combate e a narrativa andam juntos.

Não estamos apenas atravessando corredores para coletar itens.

Estamos conhecendo personagens, memórias e escolhas que definiram aquele mundo.

Cada parceiro carrega uma história.

Cada habilidade tem ligação com uma identidade.

Cada lembrança encontrada serve para reconstruir algo que quase foi perdido.

E agora, com mundos inteiros desaparecidos, essa ideia pode ficar ainda mais forte.

O visual do Mundo Abandonado pode ser um prato cheio

Ainda falta ver mais gameplay da expansão, mas o conceito do Mundo Abandonado parece perfeito para o estilo visual da série.

Code Vein sempre misturou pós-apocalipse, gótico, anime, ruínas e moda exagerada.

Agora imagine isso aplicado a uma realidade criada por linhas temporais colapsadas.

O cenário não precisa seguir lógica normal.

Pode ter fragmentos de cidades destruídas.

Arquiteturas de épocas diferentes.

Ruínas flutuando.

Caminhos quebrados.

Memórias ganhando forma.

Céus distorcidos.

Portais.

Escadas que levam a lugares emocionalmente questionáveis.

E, claro, uma espiral gigante no centro de tudo, porque qualquer mundo condenado precisa de um símbolo visual que diga:

“não entre aqui”.

Naturalmente, entraremos.

A ambientação pode representar diferentes emoções dos mundos perdidos. Raiva, arrependimento, saudade, culpa, esperança e desejo podem virar áreas, inimigos ou chefes.

E isso combina muito com Code Vein.

A série sempre tratou sentimentos como algo concreto.

Memórias têm peso.

Sangue carrega identidade.

Perda transforma pessoas.

Mask of Idris parece levar essa ideia para uma escala ainda maior.

O combate deve exigir novas estratégias

Code Vein II mantém um sistema de combate baseado em leitura de inimigos, uso de habilidades e personalização.

O jogador pode drenar sangue dos adversários para liberar técnicas, adaptar armas e construir estilos diferentes de luta.

A expansão deve trazer novos inimigos e desafios ligados ao Mundo Abandonado.

E, quando uma desenvolvedora fala “novos desafios” num RPG de ação, todos sabemos o que isso quer dizer.

Chefes com duas fases.

Inimigos rápidos demais.

Ataques em área.

Golpes que parecem evitáveis até acertarem de qualquer jeito.

E aquele momento em que a barra de vida do chefe acaba, a música muda e ele levanta de novo.

Eu sempre caio.

Sempre.

Acredito na primeira barra de vida como quem acredita em final feliz de anime sombrio.

Não deveria.

Mas acredito.

Com o conceito de múltiplas linhas temporais, Mask of Idris pode brincar com inimigos que misturam diferentes origens e comportamentos. Talvez vejamos criaturas formadas por memórias de mundos perdidos ou versões alteradas de ameaças conhecidas.

Também existe espaço para equipamentos, armas e habilidades novas.

Ainda não foram detalhados todos os conteúdos, mas é difícil imaginar uma expansão de Code Vein sem novas formas de deixar o personagem ainda mais estiloso.

Porque derrotar um chefe é importante.

Mas derrotar um chefe usando um casaco absurdo e uma arma gigantesca é arte.

Mask of Idris parece mais do que uma aventura extra

O que mais chama atenção no anúncio é que Mask of Idris não soa como um DLC simples.

Não parece apenas “a nova área com três chefes e alguns itens”.

A proposta envolve uma história capaz de alterar o curso dos acontecimentos, personagens diretamente ligados ao tempo e espaço, um mundo formado por linhas temporais colapsadas e condições específicas para acesso pós-jogo.

Isso dá a impressão de que a expansão terá peso narrativo real.

Ela pode aprofundar o final Luna Fraterna.

Pode explorar consequências das mudanças temporais.

Pode revelar novas camadas sobre Lou.

Pode apresentar Liv como uma figura essencial para compreender o funcionamento das Fendas Temporais.

E pode, claro, entregar uma nova quantidade de sofrimento emocional cuidadosamente embalado em estética de anime gótico.

É para isso que viemos.

Code Vein sempre soube misturar exagero visual com drama pessoal. Quando funciona, a série cria aquele tipo de história em que você começa interessado na build e termina preocupado com o estado psicológico de todos ao redor.

Mask of Idris parece mirar exatamente nesse ponto.

O título ainda guarda um mistério

A Bandai Namco ainda não explicou claramente o significado de Idris.

É uma pessoa?

Uma entidade?

Uma máscara específica?

Um nome ligado ao Mundo Abandonado?

Uma versão alternativa de alguém que conhecemos?

Ou o nome daquele chefe que fará todo mundo revisar a build às três da manhã?

Tudo é possível.

O título “Mask of Idris” sugere que a máscara terá importância simbólica ou narrativa.

Em Code Vein, máscaras nunca são apenas acessórios bonitos.

Elas fazem parte da sobrevivência dos Revenants e da identidade visual da série.

Uma máscara pode esconder, proteger, revelar ou aprisionar.

E, numa expansão sobre mundos apagados e emoções persistentes, uma máscara também pode representar uma identidade perdida.

Talvez Idris seja alguém que sobreviveu ao colapso de uma linha temporal.

Talvez seja a origem da espiral.

Talvez seja uma figura que carrega paixões de mundos desaparecidos.

Ou talvez seja simplesmente alguém muito estiloso com péssimas intenções.

Nesse universo, as duas coisas costumam andar juntas.

Veredito da Magali

Mask of Idris parece uma expansão bastante promissora para Code Vein II.

A ideia de explorar o Mundo Abandonado, uma realidade formada por emoções de linhas temporais destruídas, combina perfeitamente com os temas da franquia.

Code Vein sempre falou sobre memória, perda, identidade e humanidade. Agora, a expansão transforma esses sentimentos em um mundo inteiro, ameaçando atravessar para a realidade principal.

A presença de Liv Voda, antiga guardiã do tempo e do espaço, adiciona uma personagem nova com potencial enorme para drama e combate.

Lou MagMell retorna cercada de mistério, levantando dúvidas sobre sua ligação com o Mundo Abandonado e com os eventos da campanha principal.

O fato de o DLC exigir o final Luna Fraterna e avanço em Valentin’s Request indica que a nova história será conectada ao pós-jogo e às consequências da narrativa principal.

A atualização gratuita 2.0 também ajuda a tornar o pacote mais interessante, oferecendo novidades mesmo para quem ainda não comprar a expansão.

Ainda faltam data de lançamento, preço, duração, chefes e detalhes mais concretos sobre armas ou habilidades inéditas.

Mas o conceito já é forte.

Mundos colapsados.

Emoções acumuladas.

Uma espiral ameaçando a realidade.

Revenants estilosos atravessando tempo e espaço.

E uma máscara misteriosa que provavelmente não trará absolutamente nada de tranquilo.

Ou seja: Code Vein sendo Code Vein.

Agora me desculpem…

vou ali conferir se já fiz o final Luna Fraterna e avancei a missão do Valentin.

Porque nada seria mais humilhante do que chegar na entrada do Mundo Abandonado com a melhor roupa do jogo e ouvir:

“Você ainda não cumpriu os requisitos.”

Eu aceito morrer para chefe difícil.

Mas ser barrada por checklist de missão secundária?

Aí é crueldade demais. 🩸🖤⏳