A reação de Carlos Queiroz, selecionador do Gana, após a derrota diante da Colômbia (0-1), em jogo dos 16 avos de final do Mundial 2026, marcado por uma assistência do sportinguista Luís Suárez para o golo solitário de Jhon Arias.

Sobre o jogo

«Foi um jogo intenso e difícil. A Colômbia começou em ritmo acelerado, com muita intensidade e troca de passes. Tentámos reagir e pará-los, mas, infelizmente, o golo surgiu muito cedo para nós. Foi um momento complicado. Perdemos o defesa direito [Marvin Senaya] e demorámos a ajustar-nos e a recuperar dessa substituição.»

«Na segunda parte, melhorámos e criámos mais problemas, mas nunca conseguimos controlar o jogo e as oportunidades não apareceram. Os jogadores esforçaram-se ao máximo, correram e lutaram, mas a Colômbia foi melhor e mereceu vencer e apurar-se.»

O que falta ao Gana?

«O Gana tem uma equipa muito jovem. Precisamos de mais experiência e, principalmente, de tempo para que alguns atletas atinjam a maturidade. Quando se compete a este nível, não se pode contar apenas com o entusiasmo dos jovens. O entusiasmo é bom e traz coisas espontâneas, mas, quando se chega à altura de tomar decisões cruciais, é pior jogar contra nós próprios do que enfrentar a qualidade da Colômbia.»

Reencontro com a Colômbia (Queiroz foi selecionador da Colômbia em 2019 e 2020)

«Os jogadores vieram falar comigo e foram muito simpáticos. Enquanto estiveram em campo, lutaram, mas, no fim do jogo, a vida continua e as amizades e o respeito permanecem. Quero que a Colômbia continue a avançar, possa aproveitar tudo isto e talvez conquiste o Mundial 2026. Quando ouvi o hino nacional, foi nesse momento que a Colômbia começou a ganhar. Além de ter quase 70 mil adeptos no estádio, defrontava uma equipa sem a mesma experiência. Percebi rapidamente que alguns jogadores ganeses estavam assustados e não ficaram tranquilos e concentrados quando a pressão aumentou.»