Brasil começou bem, mas foi-se perdendo até à derrota chegar

Alisson – 5

Exibição ao nível do melhor que pode fazer, que sabemos ser muito. O guarda-redes do Brasil foi a presença segura que se exigia quando o resto falhou, sendo que não teve culpa nos golos sofridos.

Danilo – 3

Sem a pujança para cavalgar para a frente como tanto gosta, teve de ser um jogador com cuidados extra a nível defensivo. Primeiro levou com Antonio Nusa, depois com Andreas Schjelderup, e sofreu sempre, embora muitas vezes por falta de ajuda coletiva. Em todo o caso, quase todos os lances da Noruega, incluindo o do golo, surgiram dali.

Marquinhos – 6

Até Erling Haaland marcar estava tudo bem, depois apareceu o viking maior. É o patrão do bicampeão europeu, é o patrão desta defesa do Brasil, e foi importante ao não deixar a equipa cair quando a Noruega teve momentos de maior domínio, mas não conseguiu impedir tudo.

Gabriel Magalhães – 4

Tem já uma série de duelos famosos com Erling Haaland e desta vez perdeu ele. Menos seguro do que o colega da defesa, esteve visivelmente mal ao não conseguir conter o avançado da Noruega no golo sofrido já a caminho do final.

Douglas Santos – 5

 Sai deste Mundial valorizado por não ter comprometido ao lado de tantos nomes conhecidos. Douglas Santos foi sempre humilde e um jogador de confiança. Não foi por ele que chegou a eliminação.

Casemiro – 4

A defender já se sabe, a atacar também. Casemiro foi Casemiro e mostrou importância para a frente, mas não conseguiu ajudar sempre atrás.

Bruno Guimarães – 4

Não fez um mau jogo, mas perdeu duas chances cruciais, incluindo uma grande penalidade. Acabou por sair visivelmente afetado, mas sai deste Mundial como um dos melhores da Canarinha.

Rayan – 4

Onde anda Estêvão? Raphinha já sabemos, mas e Estêvão? É a pergunta inevitável ao ver o eclipse de Rayan nesta partida, em que o ala do Bournemouth pouco se conseguiu assumir e ajudar a equipa. Saiu sem surpresa.

Gabriel Martinelli – 4

Herói contra o Japão, mereceu a titularidade e isso fazia sentido, mas o ala do Arsenal não conseguiu justificar a aposta, sendo que ainda deixou Vinícius Júnior algo desconfortável no jogo.

Vinícius Júnior – 5

Era um dos melhores do Mundial inteiro até este jogo, mas não foi ajudado pelo seu treinador. Vinícius Júnior precisa da faixa para sambar, mas tiraram-lhe parte desse espaço e ele nunca se conseguiu encontrar. Fica, ainda assim, um passe de mestre a isolar Endrick.

Matheus Cunha – 4

Outro dos melhores do Brasil que não teve uma boa noite. Conviveu mal com a maior proximidade de Vinícius Júnior e nunca conseguiu fazer aqueles movimentos que deixam uma defesa atarantada.

Endrick – 3

Fica na retina o falhanço inacreditável só com o guarda-redes pela frente. Reclamou oportunidade, mas não a aproveitou.

Neymar – 4.

Fez um drible que criou um som nas bancadas, mas mais nada. Neymar entrou para resolver ainda no 0-0, mas nunca conseguiu ter qualquer preponderância. Mais do que dele, a culpa é de quem o chamou. Leva uma nota menos má porque acabou por fazer um golo, ainda que de penálti. Fica a imagem final, talvez até de uma carreira ao mais alto nível, do jogador a chorar copiosamente.

Danilo Oliveira – sem nota

Entrou na pior fase do Brasil e nem se notou que lá estava.

Éderson – sem nota

Vale o mesmo que para Danilo Oliveira, mas com a desculpa de ter entrado mais tarde

Carlos Ancelotti – 2

O Brasil vinha a crescer, mas ainda não tinha defrontado uma grande, grande seleção. E se a Noruega não é um grande nome, é uma grande seleção. Carlo Ancelotti equivocou-se ao lançar Gabriel Martinelli e tirar a ala a Vinícius Júnior, que passou para o meio e não conseguiu ser um dos melhores jogadores do Mundial, o que estava a acontecer até aqui. Já no decorrer do jogo confiou mais na fé que noutra coisa e colocou Neymar, mas percebeu-se que o astro já não está no seu nível.