A empresa portuguesa Quadrante vai ter como novo acionista o “private equity” Permira – que tem sede em Londres e gere fundos na Europa, EUA, Médio Oriente e Ásia – para “apoiar a estratégia de crescimento e internacionalização”.


“O investimento significativo irá acelerar a expansão internacional da Quadrante, em particular nos EUA, e posicionar a empresa como parceiro global de engenharia para o desenvolvimento de ativos de transição energética e infraestruturas críticas”, anunciou esta segunda-feira em comunicado a consultora especializada em engenharia, arquitetura, ambiente e sustentabilidade, não revelando a percentagem do capital alienado nem valores da transação.


No âmbito desta venda, os fundadores e a gestão da Quadrante, bem como a Henko Partners, “manterão posições relevantes como investidores”, é dito ainda.


A Quadrante foi fundada em 1998 e presta serviços de engenharia especializados em três segmentos principais: energia, incluindo o desenvolvimento de energias renováveis, transmissão e distribuição; cidades sustentáveis, abrangendo centros de dados, serviços de abastecimento de água e infraestruturas de resíduos; e mobilidade, cobrindo ferrovias, metropolitanos, aeroportos e portos.


A empresa opera em mais de 20 países, com presença em Portugal, Espanha, Brasil e México, e conta com mais de 1.500 profissionais a nível global.


“Com o investimento da Permira, a Quadrante irá prosseguir uma estratégia de crescimento acelerado focada num maior apoio aos seus clientes de referência, numa expansão internacional alargada (incluindo os EUA), e na utilização reforçada de Inteligência Artificial”, diz na nota divulgada, onde acrescenta que “o investimento da Permira na Quadrante surge na sequência do recente investimento anunciado na CDP, o sistema global de divulgação ambiental, e representa o segundo investimento da empresa no âmbito da sua estratégia de transição energética”.britânico 


Citado no comunicado, Nuno Costa, CEO global e cofundador da Quadrante, salienta que a nova parceria com a Permira “marca um novo e entusiasmante capítulo. A sua estratégia de investimento em transição energética, as suas redes globais, capacidades digitais e historial em serviços profissionais de elevado crescimento fazem dela um parceiro ideal nesta fase de escala”.


A transação está agora sujeita às aprovações regulatórias habituais e deverá ser concluída no quarto trimestre de 2026.