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A Air New Zealand alcançou um marco importante ao receber de volta seu último Boeing 787-9 Dreamliner que estava em armazenamento de longo prazo, superando um dos maiores desafios globais enfrentados pela aviação nos últimos anos: a escassez dos motores Rolls-Royce Trent 1000.
Com essa recuperação, a companhia não possui mais aeronaves widebody armazenadas, após ter até cinco dos quatorze Dreamliners impedidos de voar durante o auge da crise.
Baden Smith, diretor geral de frota da Air New Zealand, ressaltou que a conclusão do programa de retrofit e a chegada de duas novas unidades do 787-9 até o fim do ano permitirão um crescimento focado na capacidade widebody nos próximos dois anos.
“Essa ampliação abre novas oportunidades em nossa malha, incluindo as recentes rotas entre Christchurch e Singapura, Tóquio e Perth. Como companhia aérea nacional, nosso foco é não apenas crescer, mas construir uma empresa resiliente e preparada para o futuro, mantendo a Nova Zelândia conectada ao mundo“, disse.
Robert Cox, líder do projeto de frota, destacou a complexidade do trabalho realizado. “O desafio não foi apenas encontrar local para armazenar as aeronaves, mas mantê-las em condições adequadas enquanto o programa de revisão dos motores avançava para que pudéssemos colocá-las em serviço o mais rápido possível. Devido às limitações de estacionamento prolongado em Auckland e ao clima local, Alice Springs foi escolhida como base para os Dreamliners.”
No local, a Air New Zealand colaborou com parceiros para realizar a troca dos motores Trent 1000, removendo-os para revisão enquanto as aeronaves permaneciam seguras em armazenamento. “Realizar essa operação em Alice Springs foi um desafio logístico, mas permitiu que os motores fossem levados para revisão cerca de seis meses antes do que se tivessem permanecido no avião”, explicou Cox.
Além disso, a frota de narrowbodies da companhia está quase totalmente ativa, com apenas dois Airbus A320neo ainda fora de operação devido a problemas nos motores Pratt & Whitney, reduzidos de seis no período mais crítico.