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Em um marco histórico para a aviação congolesa, a Air Congo começou, em 1º de julho de 2026, a operar voos diretos entre Kinshasa, na República Democrática do Congo, e Bruxelas, na Bélgica. Esta rota marca a estreia da companhia no mercado intercontinental e o retorno de uma empresa congolesa às operações regulares na Europa após anos de ausência.

Os voos serão realizados com um Boeing 787-8 Dreamliner alugado pela Ethiopian Airlines por meio de um contrato ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance), no qual a companhia etíope disponibiliza a aeronave, tripulação, manutenção e seguro. Apesar de comercializados sob o código da Air Congo, os voos são operados pela Ethiopian, que detém 49% da empresa congolesa.

Inicialmente previstas para cinco frequências semanais, as operações começaram com quatro voos por semana, às quartas, sextas, sábados e domingos, conforme divulgado pelo Aeroporto de Bruxelas e pela própria Air Congo.

A parceria entre as duas companhias não só facilita a operação, mas também contorna restrições regulatórias da União Europeia. Atualmente, companhias aéreas certificadas na República Democrática do Congo estão proibidas de operar na UE devido a questões relacionadas à supervisão de segurança da aviação civil.

Ao utilizar aeronaves e tripulações certificadas pela Ethiopian Airlines, a Air Congo cumpre os requisitos europeus para oferecer esta rota sem depender da certificação congolesa.

A inauguração da rota também rompe o monopólio da Brussels Airlines nos voos diretos entre Kinshasa e Bruxelas, uma ligação vital devido aos laços históricos e à significativa comunidade congolesa na Bélgica. Até então, a Brussels Airlines era a única opção para voos diretos, enquanto outras alternativas exigiam conexões, principalmente via Addis Abeba ou Paris.

Fundada em 2024 como uma joint venture entre o governo congolês (51%) e a Ethiopian Airlines (49%), a Air Congo tem contado com o suporte da Ethiopian para operação, treinamento, manutenção e gestão.