• Índia: aumento das temperaturas favorece a reprodução de mosquitos transmissores de doenças • Uso de telas atrapalha o desenvolvimento de bebês • E MAIS: sem previsão de volta para a vacina do Butantan; pausa para hidratação; endometriose; pós-graduação em saúde coletiva

Reprodução: Health Policy Watch

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O aquecimento global e as mudanças climáticas estão levando a novos e mais frequentes surtos de doenças na Índia. Invernos menores e com menos variação térmica colaboram para a proliferação de mosquitos transmissores. O cenário é explicado em reportagem do Health Policy Watch.

O ano de 2024 foi marcado por eventos climáticos extremos no país, quebrando recordes de temperatura com ondas de calor prolongadas, além de enchentes e tempestades. Nos anos seguintes, o cenário tem se mantido. São dezenas de milhares de mortes potencializadas por esses fenômenos, seja diretamente, pela exposição às altas temperaturas, seja indiretamente, pelos novos padrões epidemiológicos do território.

Historicamente concentradas nas regiões tropicais e subtropicais da Índia, doenças como malária, dengue e chikungunya passaram a atingir também regiões montanhosas e de maior altitude, como a Caxemira, onde antes eram raras. Diante desse cenário, especialistas defendem que a vigilância epidemiológica passe a incorporar dados climáticos para prever surtos, em vez de atuar apenas de forma reativa.

Bebês não devem acessar telas regularmente, aponta pesquisa

Novas pesquisas desenvolvidas no Reino Unido apontam os prejuízos ao desenvolvimento causados pelo uso excessivo de telas por bebês. A indicação de especialistas é de que crianças abaixo dos dois anos não devem ter nenhum contato regular com telas, uma vez que o uso reduz as oportunidades de interação social, o que limita o desenvolvimento da linguagem. Além disso, os eletrônicos causam superestimulação em uma fase crucial para a formação da saúde física e mental.

Especialista em comportamentos viciantes, Richard James comenta que os estudos devem colaborar com o uso sustentável de tecnologia pelas famílias. Ele adiciona, ainda, que por falta de informação, muitos pais estão passando aos seus filhos uma relação não saudável com as telas.

A pesquisa aponta, também, que um fator relevante para a exposição precoce aos aparelhos eletrônicos é a elevada carga de trabalho entre as famílias. Especialistas reforçam: a responsabilidade não pode recair apenas sobre os pais, enquanto empresas de tecnologia lançam produtos alegadamente adequados para bebês, mesmo com evidências apontando o contrário. 

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• Vacina da dengue sem previsão de volta

Após a suspensão da imunização contra a dengue com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, o Ministério da Saúde afirmou que não há prazo para a retomada do serviço. Ainda estão em curso as investigações sobre os casos de reações adversas e as duas mortes, sem comprovada associação ao fármaco. Confira mais informações

• Pausa para hidratação 

Especialista em saúde e calor questiona as “pausas para hidratação” adotadas pela FIFA na Copa do Mundo de 2026. Harry Brown aponta que as pausas promovidas em todos os jogos têm servido mais aos interesses comerciais do que seguido as recomendações científicas. Entenda 

• Endometriose 

Um projeto que propõe licença menstrual para estudantes com dores incapacitantes causadas por endometriose ou adenomiose foi aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A iniciativa garante três dias por mês para que as faltas não prejudiquem a frequência ou as notas das alunas. Saiba mais

• Pós-graduação em Saúde Coletiva

Um Documento Orientador (APCN 2026) com as diretrizes para a criação de novos cursos de mestrado e doutorado na área de Saúde Coletiva foi lançado pela Capes. A interdisciplinaridade, além da articulação entre epidemiologia, ciências sociais e gestão em saúde são os principais pilares do currículo. Conheça mais

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