Bryan Johnson tornou-se conhecido por gastar milhões de dólares por ano na tentativa de travar o envelhecimento. Agora, o biohacker revelou que foi diagnosticado com uma doença autoimune sem cura conhecida. Como seria de esperar, não está disposto a aceitar esse veredicto sem luta.

O empresário norte-americano, fundador da Braintree, empresa por detrás do Venmo, vendida ao PayPal por cerca de 800 milhões de dólares, passou os últimos anos a construir uma imagem pública em torno do projeto Blueprint: um regime extremo de suplementos, exercício, dietas rigorosas e monitorização constante do corpo. Conforme já vimos, o objetivo é reduzir a idade biológica.

Curiosamente, foi essa monitorização que levou à descoberta. Em maio, Bryan Johnson foi diagnosticado com gastrite autoimune (em inglês, AIG), uma condição em que o próprio sistema imunitário ataca as células que revestem o estômago.

Numa publicação nas redes sociais, resumiu que o seu estômago está, nas suas palavras, “a comer-se a si próprio”.

O que é a gastrite autoimune

A gastrite autoimune é uma inflamação do revestimento do estômago causada por um ataque do sistema imunitário às suas próprias células, desgastando a barreira protetora do órgão.

Segundo a Mayo Clinic, os sintomas mais comuns incluem sensação de enfartamento após as refeições, indigestão, dores no abdómen superior, náuseas e vómitos, ainda que a doença possa também ser assintomática.

As causas exatas continuam pouco claras, mas fatores como genética, idade e o microbioma intestinal parecem desempenhar um papel relevante.

A condição está ainda associada a outras doenças, como a de Hashimoto ou a diabetes tipo 1, e frequentemente surge ligada a défice de vitamina B12.

Curiosamente, o próprio Bryan Johnson revelou ter um histórico de doença autoimune da tiroide, o que pode ajudar a explicar a suscetibilidade a esta nova condição.

Bryan Johnson dará luta

Atualmente, não existe qualquer cura aprovada para a gastrite autoimune. O tratamento convencional foca-se apenas na gestão dos sintomas, no controlo da anemia associada e em ajustes no estilo de vida.

A medicina trata isto como algo para gerir, não para resolver.

Escreveu o multimilionário, explicando que ele e a sua equipa vão tentar “resolver” a doença através de abordagens experimentais que pretendem desenvolver, argumentando que “nenhuma condição deve ser presumida incurável apenas porque ainda ninguém tentou curá-la”.