Varenna tem sentido a pressão de um número crescente de visitantes e, por isso, as autoridades decidiram introduzir novas regras com o objetivo de preservar o aspeto da aldeia e garantir um pouco de paz e tranquilidade à sua população permanente de cerca de 650 habitantes.

Andar pela aldeia sem camisa ou de fato de banho – peças de vestuário estritamente reservadas para as praias à beira do lago ou para os passeios de barco no Lago Como – é agora proibido. Aqueles que não cumprirem a regra correm o risco de coimas entre os 50€ e os 200€.Além disso, os grupos de turistas foram limitados a um máximo de 25 pessoas e não podem congestionar as estreitas ruas de paralelepípedos de Varenna, enquanto os guias estão proibidos de usar altifalantes.


“Varenna é uma vila maravilhosa e orgulhamo-nos de receber centenas de milhares de visitantes de todo o mundo todos os anos”, afirmou Mauro Manzoni, autarca da localidade. “No entanto, a qualidade de vida dos nossos residentes não pode ser sacrificada no altar do turismo de massas.”




As regras estão em vigor há alguns dias e parecem ter sido amplamente aceites pelos residentes de Varenna, especialmente o código de vestuário.


Em Portugal, a autarquia algarvia de Albufeira criou um “código de comportamento” e está, desde 2025, a multar quem ande pela cidade de tronco nu ou biquíni.


Muitas cidades e vilas de toda a Itália impuseram medidas semelhantes para lidar com o excesso de turismo.

Em 2022, o então presidente da Câmara de Sorrento descreveu o ato de andar pelas ruas de fato de banho e sem camisola como um “comportamento indecoroso generalizado” que estava a prejudicar a imagem da cidade e, por isso, impôs pesadas multas.

Na sofisticada cidade costeira de Portofino, na Ligúria, as selfies foram proibidas em 2023 e certas zonas foram designadas como “zonas de proibição de espera” para impedir que os turistas permanecessem durante muito tempo no mesmo local.