Adicione como
fonte preferencial no Google

De acordo com a jornalista, Álvaro Siza Vieira “pertence a esse grupo” de pessoas “inquietas de pensamento”, artistas por natureza.

Fátima Campos Ferreira foi a convidada do especialista Germano Almeida no programa Guerra e Paz desta segunda-feira. A nova obra da jornalista sobre o arquiteto Álvaro Siza Vieira foi o tema em destaque.

Questionada por Germano Almeida sobre a escolha “Arquiteto de Sonhos” como título do livro que conta sobre um dos arquitetos mais famosos do mundo, Fátima Campos Ferreira menciona o roteirista italiano Federico Fellini, que “também fazia cinema com os sonhos”.

“[Siza Vieira] sente-se um pouco também dessa forma. Os desenhos e o traço vêm dos seus sonhos. Ele conta isso”, afirmou.

A jornalista conta que, tal como o arquiteto, cresceu na cidade do Porto “há muitos anos”, um local “muito austero” e repleto de cinematografia.

“Não é por acaso que uma parte da entrevista também é sobre Manoel de Oliveira, não só porque ele fez a Casa Cinema Manoel de Oliveira, mas também porque ele pertence àquele grupo sólido, vetusto do Porto, muito austero, como a cidade que sonha, o Porto do Aniki Bobó, dos elétricos a deslizarem lentamente no Porto cinzento”, afirma.

De acordo com a jornalista, Álvaro Siza Vieira “pertence a esse grupo” de pessoas “inquietas de pensamento”, artistas por natureza. “Álvaro Siza Vieira é um homem do mundo, um arquiteto visual. (…) É alguém até misterioso e um fascínio. Toda a gente, mesmo os arquitetos, têm um fascínio por ele”, acrescenta.