Matt Longman, assistente da polícia de Devon e Cornwall, apenas indicou que este homicídio “não está a ser tratado como terrorismo”, mesmo sendo “um incidente extremamente trágico”. A polícia abriu uma investigação para apurar os contornos da morte. Nigel Farage já fez um pedido nas redes sociais: que se pare com a “especulação” em redor do que poderá ter motivado este suposto homicídio.
“Não sabemos se há motivos políticos. Poderá ter sido um roubo que acabou mal? Nós não sabemos”, frisou o líder do Reform UK, que, ainda assim, sublinhou que as coisas “estão a ficar mais perigosas” principalmente no “espaço político” com o qual se identifica. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também assinalou a “divisão política” que existe no Reino Unido: “Todo o país está totalmente chocado com esta notícia horrível”.
Entretanto, foi detido um homem branco com 26 anos. Num vídeo nas redes sociais, antes da sua detenção, Keir Starmer descreveu-o como sendo “perigoso”, mas não deu mais detalhes, pedindo apenas para quem tivesse informações para contactar as autoridades. A identidade do suposto homicida ainda não foi revelada pela polícia britânica.
The whole country will be utterly shocked by the awful news about the circumstances of Ann Widdecombe’s death.
Today we come together across the political divide and I pay tribute to Ann’s dedication during her many years of public service.
My thoughts and deepest condolences… pic.twitter.com/hXps6A9s78
— Keir Starmer (@Keir_Starmer) July 10, 2026
Ainda que seja incerto o que causou a morte de Ann Widdecombe, há dez anos registou-se uma morte com motivações políticas no Reino Unido. Dias antes do referendo sobre o Brexit, a deputada trabalhista Jo Cox foi alvejada e esfaqueada, acabando por morrer na sequência dos ferimentos. O responsável foi Thomas Mair, um homem associado a grupos de extrema-direita. Durante o ataque, gritou “Britain First” [“Britânia em primeiro lugar”]. Foi condenado a prisão perpétua.
O perfil de quem matou a antiga deputada que era um dos principais rostos do Reform UK deverá ser conhecido em breve. Na memória coletiva britânica, a imagem de Ann Widdecombe ficará para sempre associada ao seu conservadorismo social, à irreverência das suas participações em programas de televisão e à forma controversa e carismática com que sempre defendeu as suas opiniões — nunca temendo ser impopular.