Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

A Prefeitura de Natal intensificou, durante o mês de julho, as ações da campanha Julho Amarelo para fortalecer a vigilância, a prevenção e o controle das hepatites virais na capital potiguar. Coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as atividades têm como objetivo orientar a população sobre as formas de transmissão da doença, incentivar a prevenção e destacar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

As hepatites virais são inflamações que afetam o fígado e podem provocar alterações de diferentes níveis de gravidade, desde quadros leves até complicações severas. A transmissão pode ocorrer por contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos perfurocortantes, condições inadequadas de saneamento básico e higiene pessoal, além da transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto.

Um dos principais desafios no enfrentamento da doença é o fato de que, na maioria dos casos, a infecção não apresenta sintomas. Quando eles surgem, podem incluir cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

A coordenadora do Núcleo Municipal de IST/Aids e Hepatites Virais da SMS Natal, Tayane Oliveira, alerta que o diagnóstico tardio ainda representa um dos maiores obstáculos para o controle da doença. “Por serem doenças silenciosas, as pessoas muitas vezes não sabem que possuem a infecção, e ela vai evoluindo sem o diagnóstico necessário e em tempo hábil, o que pode causar outros problemas mais sérios, como cirrose e até mesmo câncer”, explicou.

No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C. As hepatites A e B podem ser prevenidas por meio de vacinas oferecidas gratuitamente nas unidades de saúde do município. A rede municipal também disponibiliza testes rápidos para a detecção das hepatites B e C que, embora não tenham cura, podem ser tratadas. O diagnóstico precoce possibilita o início do tratamento em tempo oportuno, reduzindo o risco de complicações e de evolução para formas mais graves da doença.

Autor(a): BZN