Depois de semanas de forte pressão sobre a rede de saúde, Dourados, a 250 km de Campo Grande, começou a ver os números da chikungunya perderem força.
O boletim divulgado hoje (14), pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública mostrou que a cidade registrou 86 notificações de casos suspeitos entre 5 e 11 de julho, sem nenhuma confirmação no período. No pico da epidemia, esse volume chegou a 1.209 notificações em uma única semana, com 672 casos confirmados nas aldeias e na área urbana.
Mesmo com a desaceleração, a Prefeitura afirma que o problema ainda está longe de ser encerrado. Segundo o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, Dourados continua em cenário epidêmico e não pode relaxar no combate ao Aedes aegypti.
“Não podemos baixar a guarda para o mosquito Aedes aegypti porque ele é traiçoeiro e quando menos se espera está de volta trazendo agravamentos de casos e superlotação da rede hospitalar”, alertou. Ele reforçou a necessidade de eliminar água parada, manter quintais limpos e evitar descarte irregular de lixo.
Desde o início da epidemia, o município notificou 10.101 casos de chikungunya. Desse total, 5.425 foram considerados prováveis e 4.908 acabaram confirmados. Outros 4.676 foram descartados e 517 ainda seguem em investigação.
O boletim também registra 17 mortes por complicações da doença, sendo 12 entre indígenas das aldeias Bororó e Jaguapiru. De acordo com a prefeitura, a redução recente é resultado do trabalho conjunto entre município, Ministério da Saúde, Secretaria Especial de Saúde Indígena, Dsei e Secretaria de Estado de Saúde.
O informe também traz o retrato da dengue em Dourados, que aparece em patamar bem mais controlado. Desde janeiro, foram 1.372 notificações, com 132 casos confirmados e nenhum óbito. Houve, porém, quatro registros confirmados entre gestantes.