
Joan Rivet
Idosa de 82 anos caiu e não conseguiu levantar-se. Seguiram-se nove dias de terror.
Uma mulher de 82 anos sobreviveu nove dias presa na banheira de sua casa, na Carolina do Norte, Estados Unidos, depois de ter sofrido uma queda e ficado impossibilitada de sair sem ajuda.
A idosa, identificada como Joan Rivet, residente em Clyde, preparava-se para se deitar, a 1 de junho, quando deu um passo em falso e caiu dentro da banheira. Ao tentar agarrar-se à cortina do duche, arrancou o varão, que caiu com ela. A idosa magoou as costas e deixou de conseguir levantar-se. Seguiriam-se nove dias de dores e desmaios naquela banheira.
O telemóvel da norte-americana encontrava-se noutra divisão da casa e os seus pedidos de auxílio não foram ouvidos. Durante os nove dias seguintes, a idosa alternou entre períodos de consciência e desmaios, enquanto enfrentava dores e crescente desidratação.
Segundo o The Guardian, a mulher conseguiu sobreviver graças à água da torneira. Usando um pé, abriu a torneira e tentou beber, lançando água para o rosto e para a boca. Segundo relatou mais tarde ao jornal local The Mountaineer, orar foi uma das poucas formas de consolo durante o período em que permaneceu imobilizada.
“Mantive-me afastada do lado negro de toda a situação porque, uma vez que se desce até lá, como se sai?”, disse Joan Rivet à publicação.
O alerta foi dado a 10 de junho pelo irmão, que vive no estado da Geórgia e começou a preocupar-se quando Joan deixou de responder às suas chamadas. Depois de os vizinhos confirmarem que o automóvel da idosa continuava estacionado em casa, agentes do condado de Haywood deslocaram-se à residência para verificar o seu estado.
Joan foi encontrada semiconsciente, mas com vida. Foi transportada para o hospital, onde recebeu tratamento por desidratação grave e úlceras de pressão, antes de ser transferida para uma unidade de reabilitação.
A idosa encontra-se a recuperar e pretende agora mudar-se para a Geórgia, para ficar mais perto da família.
Nos Estados Unidos, cerca de um em cada quatro adultos com 65 ou mais anos sofre uma queda anualmente, segundo os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças.