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Animal atirou homem de 65 anos ao ar no Parque Nacional norte-americano. Desta vez, não foi culpa dos turistas.

Um homem de 65 anos sofreu várias fraturas na passada sexta-feira, depois de ter sido atingido de forma impressionante por um bisonte no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, num momento registado em vídeo que se tornou viral nas redes sociais.

O incidente ocorreu na noite de sexta-feira, no parque de campismo de Bridge Bay, e foi registado em vídeo pelo fotógrafo de vida selvagem Mike McLeod, que tem sido contactado pelos meios de comunicação para descrever o incidente, depois de ter parado de filmar assim que Carl Isom-McDaniel foi atingido pelo possante animal.

As imagens mostram o bisonte a vaguear inicialmente pelo local e a rebolar na terra, antes de avançar em corrida na direção de Carl e do neto.

Apesar de a vítima e o neto terem mantido, segundo o fotógrafo, uma distância considerada segura do animal, o bisonte sentiu-se ameaçado e partiu para a violência. Os dois tentaram proteger-se atrás de um conjunto de árvores. O neto conseguiu afastar-se, mas o bisonte alcançou Isom-McDaniel: atingiu-o junto à anca com um dos cornos e projetou-o cerca de 2,4 metros no ar, forçando o rodopio o seu corpo. O animal ainda ficou junto ao homem, que estava caído.

“Foi aterrorizante”, descreveu uma testemunha à NBC News: “quando o bisonte se levantou parecia que ia atrás do homem e do miúdo e dava para ver os arbustos a abanar”.

McLeod, que tem formação em biologia da vida selvagem e experiência como fotógrafo de guerra, disse que no momento do embate largou a câmara e correu na direção do bisonte, enquanto gritava e agitava os braços, com a ajuda de outros campistas. O animal acabou por se afastar.

“Foi azar”, acredita o fotógrafo: “era um bisonte zangado desde o início”.

As equipas médicas do parque chegaram cerca de dez minutos depois e transportaram Isom-McDaniel para o hospital. O homem sofreu várias fraturas e foi submetido a uma cirurgia, mas sobreviveu ao ataque e está a recuperar.

“Quando eu estava no chão, sem me conseguir mexer, ele estava mesmo em cima de mim”, contou à CNN. “Ele podia ter-me espezinhado. Podia ter-me chifrado… mas não o fez.”

Segundo McLeod, nem Isom-McDaniel nem o neto provocaram ou se aproximaram demasiado do bisonte. Os dois fotografaram o animal enquanto este se rebolava na terra, mantiveram uma distância aconselhada e considerada respeitosa e começaram a afastar-se calmamente quando o bisonte se levantou.

O comportamento poderá estar relacionado com o início da época de acasalamento dos bisontes, período durante o qual os animais podem tornar-se mais agitados e imprevisíveis. A fase coincide com o pico do turismo de verão em Yellowstone, altura em que milhares de visitantes percorrem o enorme parque.

As regras de Yellowstone determinam que os visitantes devem permanecer a uma distância mínima de cerca de 23 metros dos bisontes. As autoridades recordam, no entanto, que estes animais selvagens podem reagir de forma inesperada, mesmo quando as normas de segurança são cumpridas, e foi o que aconteceu.

O bisonte não será eutanasiado na sequência do incidente, confirmaram fontes do parque nacional, citadas pelo The Straits Times.