Henrique Maia acompanha a história da feira por trás das lentes há quase quatro décadas.
O fotógrafo cratense Henrique Maia, um dos nomes mais conhecidos da fotografia na região, acumula registros que ajudam a contar a evolução da Expocrato. Ele acompanha a história da feira por trás das lentes há quase quatro décadas. Fotografando na Expocrato desde 1988, Henrique viu a feira crescer, se modernizar e se transformar em um dos principais cartões-postais do Cariri.
“Minha maior felicidade é ver o Crato com essa alegria toda. É o pessoal vindo para a Expocrato, sentindo aquele cheirinho da terra molhada, dos filhós, dos pastéis, de tudo isso aí”, afirmou.
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O fotógrafo relembra uma época em que a estrutura da feira era bem diferente da atual. Segundo ele, antes dos grandes pavilhões, o espaço era marcado pelos coqueiros e eucaliptos, enquanto os visitantes aproveitavam os shows e as festividades tradicionais do município.
Ao longo dos anos, Henrique também acompanhou a evolução da fotografia. Ele começou utilizando uma câmera analógica, passou por equipamentos como a Pentax e viveu a transição para a era digital. “Naquela época era tudo filme. A gente fotografava, revelava e trazia as imagens. Hoje é tudo digital. Mudou completamente”, recorda.
Além da cobertura da Expocrato, Henrique foi pioneiro na fotografia aérea da região. Antes da popularização dos drones, ele utilizava helicópteros para registrar imagens do Cariri vistas do alto. “Eu sou pioneiro em fotografia aérea. Na época, como não tinha drone, eu vim no helicóptero da polícia fazer. Todas as fotos aéreas da região são minhas. Fui pioneiro nisso”, contou.
Durante a carreira, fotografou artistas nacionais, concursos de beleza, presidentes da República e diversos acontecimentos que marcaram a história da região. Na Expocrato, registrou apresentações de nomes como Roberto Carlos, Cássia Eller e Barão Vermelho, entre muitos outros que passaram pelos palcos do evento.
“Tudo que veio para o Crato, eu fotografei. Na época eu também fotografava Miss Brasil, fotografei Presidente da República”, lembra.
Mesmo após reduzir o ritmo de trabalho e deixar de atuar na cobertura de shows, Henrique segue acompanhando a feira e realizando registros sociais.
“Eu não sei até quando eu posso continuar. Mas para mim isso aqui é tudo. Eu só sei fazer isso, formei meus filhos através da fotografia”, completpu.