As FREMM (Fragata Europeia Multi-Missão) EVO vão ser fabricadas pela italiana Fincantieri, um dos maiores estaleiros a nível mundial, e são consideradas das melhores do mundo na sua classe
A primeira-ministra de Itália, Georgia Meloni, anunciou esta segunda-feira que Portugal comprou três fragatas à Fincantieri. O negócio, aliás, foi revelado pela CNN Portugal em dezembro.
“Estou muito satisfeita com a decisão das autoridades portuguesas de adquirir três fragatas Fremm Evo construídas pela Fincantieri”, afirmou Meloni, ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro, em Roma. “É um reconhecimento da excelência da indústria italiana”, acrescentou.
Portugal escolheu as fragatas italianas FREMM EVO, num negócio que ronda os 3,9 mil milhões de euros, que que serão entregues à Marinha entre 2029 e 2030.
“Este acordo que hoje celebramos na área da Defesa para a aquisição de três fragatas, estamos a falar de um investimento de três mil e 900 milhões de euros, aproximadamente. Estamos a falar de capacidade, que é a capacidade portuguesa e a capacidade europeia, de vigilância dos nossos recursos marítimos e de salvaguarda dos nossos interesses estratégicos. De salvaguarda também da navegabilidade internacional e das condições de comércio livre e justo a nível global”, disse, por sua vez, Luís Montenegro.
As FREMM (Fragata Europeia Multi-Missão) EVO vão ser fabricadas pela italiana Fincantieri, um dos maiores estaleiros a nível mundial, e são consideradas das melhores do mundo na sua classe.
A CNN Portugal sabe que era intenção da Marinha Portuguesa optar pelas fragatas italianas em detrimento das francesas, construídas pelo Naval Group.
Este investimento ocorre no âmbito do programa SAFE (Security Action for Europe), um programa da Comissão Europeia que irá distribuir 150 mil milhões de euros em empréstimos com condições competitivas aos seus Estados-membros. Para além das fragatas, Portugal vai aproveitar as verbas para produzir veículos blindados e comprar satélites e sistemas de defesa anti-aérea.
Portugal tem atualmente cinco fragatas – os NRP Vasco da Gama, Álvares Cabral, Corte Real, Bartolomeu Dias e D. Francisco de Almeida – construídas há mais de trinta anos e que precisam de ser substituídas nos próximos anos.
Atualmente, apenas Itália e Egito têm estas fragatas ao serviço.
Recorde-se que, a 26 de novembro, os ministros da Defesa de Portugal e Itália assinaram uma declaração de intenções sobre cooperação, sobretudo com incidência na indústria, num quadro em que os italianos se candidatavam a vender três fragatas, tendo na altura Nuno Melo afirmado que não havia ainda “nenhuma decisão” tomada sobre o negócio.