Por enquanto, os humanos continuam a ser necessários, mas, na fabrica da Xiaomi onde são produzidos os SU7 e YU7, os robots humanoides já deixaram de se limitar a “pôr porcas”. E a próxima etapa será descobrir até onde conseguem chegar.
Durante algum tempo, os robots humanoides pareciam destinados a desempenhar tarefas pouco mais sofisticadas do que apertar parafusos. Na fábrica de automóveis da Xiaomi, porém, alguns estão a começar a subir na hierarquia. Depois de meses de testes, já conseguem fazer coisas mais complexas e aproximam-se dos níveis de precisão de trabalhadores humanos experientes.
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A primeira missão dos “robots estagiários” da Xiaomi foi, de facto, bastante específica: colocar porcas autorroscantes nas peças do piso dos automóveis. O processo exige que cada porca seja corretamente alinhada e posicionada antes de ser aparafusada automaticamente. Uma pequena falha pode bloquear o sistema e deixar a união incompleta.
Após um trimestre de operação contínua e otimizações, os robots atingiram uma taxa de sucesso de 98% numa operação realizada com os dois lados do corpo. Segundo a Xiaomi, o resultado fica apenas um ponto percentual abaixo do desempenho de trabalhadores humanos experientes. No início dos testes, a taxa de sucesso era de 90,2%.
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Com a primeira “fase de estágio” concluída, os robots passaram para novas tarefas na área de logística da linha de montagem final. Uma delas envolve retirar painéis laterais da consola central de contentores e colocá-los noutras estruturas de armazenamento. O desafio é maior porque estes componentes são grandes, flexíveis e de formato irregular, obrigando o robot a coordenar os dois braços e a ajustar constantemente os movimentos.
A Xiaomi diz que é a primeira vez que os seus robots humanoides demonstram capacidade para manipular durante um período prolongado peças automóveis flexíveis numa linha de produção real. A taxa de sucesso desta tarefa já ultrapassa os 90%.
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Os robots também começaram a dobrar e a preparar para reciclagem caixas de armazenamento. Para isso, têm de abrir anilhas, dobrar as caixas e empilhá-las, coordenando com precisão os dois braços. Quando algo não corre como previsto, o sistema pode adaptar os movimentos em vez de simplesmente parar. Se uma peça ficar presa ou ligeiramente desalinhada, por exemplo, o robot pode corrigir a trajetória e continuar o trabalho.
A Xiaomi ainda está longe de uma fábrica totalmente automatizada. Os robots continuam em fase de testes e, em algumas tarefas, precisam que os materiais sejam previamente colocados numa determinada posição. Ainda assim, a empresa está a tentar aproximar cada vez mais os seus movimentos dos de um trabalhador humano, através de mãos robóticas mais hábeis, inteligência artificial e sistemas capazes de perceber a posição dos próprios dedos e ajustar a força aplicada.
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