“Caetano um dia me disse assim: ‘Você já viu Preta cantar?’ Talvez em casa sim’. ‘Mas ela tem uma coisa’. ‘Preta tem um negócio qualquer, preste atenção.’ […] Ela resulta como uma figurinha, como uma florzinha que brota naquele jardim. Ela trabalhou com esses elementos todos para formar uma entidade própria com a qual ela se comunicava com o mundo. Ela se tornou uma neotropicalista, uma pós-tropicalista, uma trans-tropicalista. Ela tinha a força tropicalista, sim. […] Quando ela morreu, quando ela teve que ir embora, o mundo disse: ‘Puxa, vida, minha menina foi embora’. Tenho muita saudade dela. Penso nela o tempo todo. Tem um retratinho dela ao meu lado, assim, ela com quatro, três, quatro anos de idade, e esse retrato fica na minha escrivaninha o tempo todo. Todo dia eu passo e olho. Toda vez que sento para escrever alguma coisa, para fazer alguma coisa, olho para aquele retrato. Preta é aquilo, é aquela foto dela ali na minha escrivaninha, com aquela carinha, aquele narizinho, aquilo, quatro anos de idade, cinco anos de idade. É isso. Bebezinho, Pretinha.”